Pontas soltas são importantes

Até final de 2010, era raridade passar um dia sem abrir a página da Wizards of the Coast para conferir as novidades sobre o Dungeon & Dragons 4E, mas de 2011 para cá, a despeito de meus quase 8 meses sem internet, passei a abrir a página esporadicamente e sempre que o fazia me frustrava com o conteúdo publicado. Mesmo hoje, com o advento do D&D Next, que estou, na medida do possível jogando e acompanhando mais intensamente, o site da Wizards ainda não tem conteúdo que me faça frequentar seu sítio regularmente… a menos que a matéria seja assinada por Ed Greenwood, falando sobre Forgotten Realms ou dando dicas de como conduzir campanhas. No artigo de hoje Ends Better Left Loose, o autor nos presenteia com uma discussão sobre um dos princípios de designe dos Reinos, seja ele para os romances, seja para o RPG: Para cada mistério, conflito ou outra “ponta solta” que é explicada ou resolvida, certifique-se de ter construído pelo menos três outras. Desafiar os jogadores continuamente, nesta modalidade de narração que o D&D usa por default, também é um grande desafio para o mestre, no entanto, se este conseguir desenvolver diversos desafios paralelos, nos quais os personagens se envolvem e que tenham, em sua essência, a única função de dinamizar o mundo fazendo-o vivo, as recompensas serão imensas. Não sei outros mestres, mas EU em particular, quando começava a mestrar uma campanha de D&D, focava de […]

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Semana Internacional do Livro – Seus 10 Livros de RPG – Versão doFranciolli

Olá caros RPGistas! O ForjaRPG está entrando também na brincadeira que iniciou no Pontos de Experiência e no RPGNews, para comemorar a semana internacional do livro. Eis as regras, de acordo com o Diogo Nogueira: Como estamos na semana internacional do livro, resolvi propor um brincadeira para vocês que vi sendo feita algumas vezes entre blogueiros lá e fora. Basicamente fazemos uma lista com dez livros de RPG, entre todos que possuímos. Esses são os seus livros favoritos, aqueles que você levaria para qualquer lugar que fosse se mudar, se não tivesse como levar todos. E aí? Topam a brincadeira? Atenção para as regras da lista: Você deve possuir esses livros fisicamente, não vale PDF (se acontecer um cataclisma tecnológico, como você vai jogar com eles?) ou livros que você adoraria possuir; Não precisa ser necessariamente um livro, pode ser um Boxed-Set (que acabe contendo mais de um livro), mas deve ser um único produto (ou seja, se por acaso você comprou um promoção que vieram vários livros juntos, mas, normalmente, eles são vendidos separados, não conta); Podem ser livros nacionais ou importados, de qualquer sistema de regra, de qualquer tipo de ambientação, basta ser de RPG; A cada escolha, fazer uma breve explicação do porquê da mesma, bem simples e rápida. Primeiramente, essa regra de não valer PDF é injusta! Eu só estou comprando RPGs em PDF ultimamente, minha leitura tem se focado quase que completamente no notebook – sou pobre, não […]

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Semana Internacional do Livro – Seus 10 Livros de RPG – Versão doDelibriand

Olá caros RPGistas! O ForjaRPG está entrando também na brincadeira que iniciou no Pontos de Experiência e no RPGNews, para comemorar a semana internacional do livro. Eis as regras, de acordo com o Diogo Nogueira: Como estamos na semana internacional do livro, resolvi propor um brincadeira para vocês que vi sendo feita algumas vezes entre blogueiros lá e fora. Basicamente fazemos uma lista com dez livros de RPG, entre todos que possuímos. Esses são os seus livros favoritos, aqueles que você levaria para qualquer lugar que fosse se mudar, se não tivesse como levar todos. E aí? Topam a brincadeira? Atenção para as regras da lista: Você deve possuir esses livros fisicamente, não vale PDF (se acontecer um cataclisma tecnológico, como você vai jogar com eles?) ou livros que você adoraria possuir; Não precisa ser necessariamente um livro, pode ser um Boxed-Set (que acabe contendo mais de um livro), mas deve ser um único produto (ou seja, se por acaso você comprou um promoção que vieram vários livros juntos, mas, normalmente, eles são vendidos separados, não conta); Podem ser livros nacionais ou importados, de qualquer sistema de regra, de qualquer tipo de ambientação, basta ser de RPG; A cada escolha, fazer uma breve explicação do porquê da mesma, bem simples e rápida. Primeiramente, essa regra de não valer PDF é injusta! Eu só estou comprando RPGs em PDF ultimamente, minha leitura tem se focado quase que completamente no tablet. Mas […]

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Jogos como Aprendizado e Experiência Emocional

Eu acredito que os jogos podem fazer muito mais do que simplesmente divertir. Eles podem ensinar, podem fazer as pessoas encararem seus medos, ou ter sensações emocionais tão ou até mais fortes do que se tem ao ler um bom livro. De algumas formas, o RPG é ainda mais propício para isso do que outros tipos de jogos, como os boardgames e jogos eletrônicos.O excelente blog Play Passionately encara o RPG como uma maneira de lidarmos com assuntos que estamos disconfortáveis para então aprendermos na vida real a lidar com eles. O RPG The Shadow of Yesterday também possui sugestões de incorporar assuntos que os jogadores, as pessoas reais que estão jogando, estão passando no momento, coisas como um chefe autoritário ou estar passando por um término de namoro. Se feitas de forma correta, com sensibilidade de todos os participantes, acho que essa forma de jogo pode ser bastante benéfica para a vida pessoal de todos os que estão jogando. Isso acontece quando um filme, livro ou música mexe com você por conectar com algo que ocorreu diretamente com você, e que fez com que você se indentificasse imediatamente com o protagonista. Algo que é relativamente comum em outras mídias ainda é um assunto complicado quando se trata de RPGs. Eu confesso que apesar da idéia me atrair, nunca coloquei ela em prática. Acredito que seja necessário uma amizade e confiança bem grande entre os participantes para que algo assim […]

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Promoção ForjaRPG + Old Dragon

Saudações aventureiros. Quer ganhar uma cópia do Old Dragon na faixa, sem ter esforço nenhum? O ForjaRPG está lançando a promoção #DragãoNaForja. Para participar é simples, siga o @ForjaRPG no twitter, retwitte a mensagem abaixo, e você já está concorrendo: Eu sigo o @ForjaRPG e estou participando da promoção #DragãoNaForja para ganhar um Old Dragon! http://kingo.to/1bPH RT e concorra também O ForjaRPG sorteará não um, mas dois exemplares do Old Dragon que você receberá na comodidade do seu lar. É isso mesmo, serão dois ganhadores diferentes! O sorteio será realizado pelo sorteie.me no dia 10/10/2012. Retwitte e participe!

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Conheça os Quatro Estilos de Mestrar

Este post é um acompanhamento que já estava há muito atrasado do texto do Franciolli “Meu Estilo é por demanda“, onde ele discutiu que estilo de mestrar dele depende do grupo que ele está jogando. Mas faltou uma explicação geral: quais são estes estilos de mestrar? Este texto é uma adaptação/tradução livre/versão do excelente Theory 101: The Impossible Thing Before Breakfast escrito pelo M. Joseph Young. Em algum tempo, no passado longínquo do RPG, surgiu esta maneira bem curiosa de se jogar um jogo, onde cada jogador seria responsável por um personagem fictício e uma outra pessoa seria responsável por colocar os inimigos e desafios no caminho destes personagens fictícios. Passado mais algum tempo, percebeu-se que durante isso poderiam ser criadas histórias, análogos a livros ou séries de televisão, onde os jogadores interpretariam seus personagens fictícios em uma história criada pelo mestre. Surgiu então como maneira de se fazer isso a seguinte ordem: os jogadores tem controle completo sobre seus personagens, enquanto o mestre tem controle completo sobre a história. A maior parte dos RPGistas acostumados com RPGs tradicionais iria concordar com essa frase. Só tem um problema sobre essa maneira: ela é impossível. Não existe como conciliar os dois completamente, pois apenas retirando o controle completo dos personagens é possível manter controle sobre a história. O que existe portanto são quatro estilos diferentes de conciliar este impasse, estilos que surgiram naturalmente para muitos grupos ou que os mestres acabaram aprendendo de outros […]

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Tremulus: Horror Lovecraftiano Focado em História

Faltam apenas seis dias para o fim do financiamento do tremulus: um RPG de horror lovecraftiano baseado no Apocalypse World Engine (assim como o Dungeon World). O projeto já foi financiado, pedindo inicialmente 5 mil dólares e já está atualmente nos seus 45 mil dólares. Me interessei particularmente por algumas características apresentadas pelo projeto: um RPG de horror que não precisa de prep, que funciona bem com grupos pequenos (incluindo apenas um jogador + narrador), e que incorpora lições de outros story games de narrativa compartilhada. Se você também ficou curioso, não deixe de gastar alguns dólares no projeto: o PDF do livro já está pronto e será solto assim que a campanha finalizar. E se o projeto alcançar 60 mil dólares, será lançado um playset extra chamado Into Innsmouth, que irá contar com a participação mais do que especial da lenda do RPG Kenneth Hite.

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Mini Resenha – My Life With Master

O cenário é apenas esboçado: um burgo do leste da europa no século 19. Imagine um lugar onde Drácula ou Victor Frankenstein poderiam viver. Nele vive o “Mestre”, o antagonista da história, que vive em seu castelo abandonado ou casa mal-assombrada com suas ambições nefastas. Servindo o Mestre estão criaturas trágicas e impotentes frente ao seu mestre. Os “Lacaios” são os personagens jogadores, que deverão seguir as ordens de seu terrível e maléfico Mestre. Mas em um vilareijo próximo, eles encontram pessoas, humanos que os fazem questionar suas ordens e descobrir algo que vale a pena. No fim, o Lacaio irá se rebelar e acabar com o domínio sombrio do Mestre. Esse é o tema do excelente RPG My Life With Master, de Paul Czege. Criado nos primórdios do calendário de RPG independente, ele foi (e ainda é) extremamente influente como um exemplo primoroso de como criar excelentes situações e temas dentro da ficção através das regras. Os temas de Autodesprezo, Amor Não Correspondido e Vilania são perfeitamente recriados através das simples porém efetivas mecânicas do sistema. As regras são tão simples que todos os tipos de jogada são resumidos em uma única página de 15 linhas no final do livro, e ela junto com a ficha de personagem é tudo que você precisa de regras para criar histórias com o tema descrito no primeiro parágrafo. Todas as jogadas de dados são feitos somando-se o número dos atributos relevantes, e […]

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Death Love Doom

Existem muitas formas de exteriorizar sentimentos e a escrita é uma delas. Mas o que acontece quando um criador de mundos resolve expor suas frustrações com o fim de seu casamento e com este, o fim de muitas possibilidades? Death Love Doom é uma aventura para Lamentations of the Flame Princess que tem o claro objetivo de chocar, não somente os personagens, mas principalmente os jogadores, podendo ser considerada a obra de uma mente doentia. Logo na segunda página, nas Notas do Autor, James Edward Raggi IV explica de onde veio a “inspiração” para criar a aventura. Algumas frases que me chamaram atenção foram: Use a dor de sua vida para tornar um jogo divertido. e Eu diria “divirta-se com a aventura!” mas talvez esta seja a frase errada! “Eu desejo que você ache a aventura satisfatória e efetiva”! A aventura é ambientada em uma propriedade rural de um rico comerciante da Londres de 1625. O rico comerciante Erasmus Silvester Foxlowe importa itens valiosos de outros países, e embora sua propriedade fique a não mais do que trinta minutos do centro de Londres, mas administrar seus bens não é uma tarefa fácil e ele acaba passando tempo demais cuidando dos negócios e tenta compensar sua ausência adquirindo belos presentes para sua bela e jovem esposa, com quem tem quatro filhos, e que está grávida do quinto herdeiro. Após receber um carregamento do Oriente, Erasmus vai para casa e não é visto desde então! […]

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D&D Next – Feedback

E o playtest do D&D Next realmente está conseguindo arregimentar multidões, não somente na hora de jogar, mas também na hora de fornecer os feedbacks, o que certamente contribuirá para a criação de uma edição que, não vai agradar a todos e nem vai promover uma migração em massa para o novo sistema, mas pelo menos não deverá desagradar os fãs de edições passadas. O segundo playtest, no qual foram liberadas as classes bruxo e feiticeiro durante o período da GenCon contou com a participação de cerca de 85 mil jogadores ao redor do mundo! Um valor considerável na minha opinião. O número de participantes aumentou se comparado com o primeiro playtest, motivo? Talvez o fato de neste segundo pacote ser possível a criação de personagens – este, pelo menos foi um dos motivos que me motivou a baixa o novo pacote e mestrá-lo – e é claro, a possibilidade de que muita gente gostou do que viu no primeiro pacote, ou mesmo não tendo gostado, sentiu-se compelido a participar do playtest e dar suas opiniões. A verdade é que algumas coisas mudaram e o feedback dos playtesters está sendo implacável. Do que reclamaram? Bruxo e Feiticeiro. Os principais pontos negativos em relação as duas classes está no poderoso Eldritch Blast do Bruxo e em uma possível perda de identidade do feiticeiro. Particularmente gostei muito das mecânicas associadas ao Feiticeiro e não acho que ele tenha perdido sua identidade, mas vence […]

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