O melhor sistema para iniciantes

Saudações, aventureiros. Não é incomum, ao ler ou conversar com amigos, acabarmos debatendo sobre qual o melhor sistema para introduzir novos jogadores ao RPG. Nunca conseguimos chegar a um consenso. Ouço e leio, frequentemente, muitas afirmações de que, por exemplo, sistemas como D&D, GURPS e BRP (o sistema do Call of Cthulhu) não são bons sistemas para introduzir novos jogadores e então me pergunto como uma geração inteira conseguiu a miraculosa façanha de começar a jogar com sistemas como AD&D (eu me incluo nesse grupo), com suas regras robustas e que rendeu uma excelente leva de mestres autodidatas (sem falar em todos os outros sistemas). Alguns afirmam, por exemplo, que as experiências de alguns potenciais jogadores foi tão traumática, que eles abandonaram o RPG mesmo antes de poderem ser chamados de jogadores e a culpa, muitas vezes é atribuída aos complexos sistemas que, vejam só, tem regras para cavar buracos, ou que para ser jogado, necessitava até de calculadora científica. É claro, preciso levar tudo isso em consideração, mas extrapolo e traço um paralelo com observações que tenho feito em algumas mesas de RPG nos últimos anos, chegando a uma inevitável conclusão: Não existe um sistema ideal para introduzir novos jogadores ao RPG. E isso, é claro, vai soar para uns como a constatação do óbvio (mais um chover no molhado), assim como soará para outros como uma grande heresia. Alguns sistemas possuem abordagens mais práticas e diretas, o que facilita o primeiro contato […]

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Geração “overpower”

Saudações, aventureiros. Nesta entrada do meu diário, compartilharei com vocês uma experiência pela qual tenho passado e que parece contaminar, de certa forma, o mundo atual. Sinceramente não sei se estes fatos se devem a influência dos deuses caminhando por Toril, ou se faz parte da evolução de nosso mundo, mas a verdade é que tem estado mais difícil, a cada dia, encontrar alguém que queira participar de uma boa história, sendo muito mais fácil encontrar pessoas que desejem apenas medir os tamanhos de seus próprios músculos. Embora, possa dizer que não seja muito assíduo atualmente no mundo do RPG, como gostaria de ser, e de ter deixado de acompanhar a maior parte das notícias do hobbie, percebo nos discursos pescados em uma ou outra postagem, que de alguma forma, os jogadores evoluíram e para mim, infelizmente, em uma direção que não me agrada. Algumas edições de alguns sistemas de RPG priorizaram demais os números, os bônus, as builds que favoreciam os personagens, tornando-os não mais representantes dos deuses, mas os próprios deuses em mundanas mesas de RPG. Os números passaram a falar muito mais alto, a chamar mais atenção, a significar mais e a serem priorizados em detrimento de qualquer outro aspecto de jogo. Outros cenários e sistemas, que priorizam uma outra abordagem, não são tão populares ou ganham tanta popularidade, pois o que o jogador quer mesmo é maximizar as estatísticas do personagem, independentemente se isso criar algo inverossímil e nocivo para a […]

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