Vôo de Galinha

Infelizmente, o que parecia um glorioso retorno às minhas atividades RPGísticas se provou ser um verdadeiro vôo de galinha. Por diversas questões pessoais de todos do grupo, percebi que seria impossível marcar jogo com qualquer tipo de regularidade.  Livros guardados na estante e dados colocados na gaveta, é uma pena que mais uma vez não foi possível jogar. A alternativa seria buscar algum tipo de jogo online, mas eu considero a experiência de jogar por Hangout/Fantasy Grounds/Roll20 infinitamente inferior à coisa de verdade. É como um simulacro – só é divertido pois você se lembra do quanto é legal jogar face a face.  Sem grupo e sem previsão de jogar novamente, irei me afastar do ForjaRPG mais uma vez. Um grande abraço a todos e nos vemos pelo aBoard Games.

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Amnésia para novos jogadores

Você abre os olhos e enxerga um teto baixo, de onde teias de aranha pendem. Por um instante você pensa ter visto uma capturando uma mosca que parecia passar por ali, mas foi só impressão. Quando se vira, percebe que está em um catre no chão, e do lado direito, sobre uma mesa, tem um jarro e uma caneca de barro. Do lado esquerdo há um portal, coberto por um tecido semitransparente e a sua frente, uma janela aberta, por onde passam raios de sol. O mundo está em silêncio, exceto pelo pulsar de seu coração e isso o deixa ainda mais apreensivo, principalmente por “onde estou” não ser tão premente quanto “quem sou eu?”  Imaginei esta cena como introdução de uma aventura para não jogadores de RPG. A ideia parece simples e eu espero testá-la algum dia. Os personagens acordam com amnésia, sem nenhuma noção de onde estão e porque estão onde estão e todo o processo de descoberta, caberá em grande parte a eles, que minimamente orientados norteiam, entre outras coisas, que estilo de jogo desejam jogar. A princípio, a abordagem foi pensada para narrar o Basic Roleplaying System, que por ser genérico, conseguiria enquadrar qualquer ambientação que os jogadores pudessem propor sem nenhuma alteração nas regras. A ficha seria preenchida aos poucos, a medida que a narrativa fosse se desenvolvendo e os jogadores fossem conhecendo e deixando que seus personagens fossem conhecidos, com seus atributos/perícias sendo preenchidas […]

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Numenéra by Monte Cook [3] – Classes

Continuando a leitura do Numenéra, chego a descrição das classes, que começa com o desenvolvimento de uma sentença que descreverá o personagem. A sentença é escrita na forma: Eu sou um [insira um adjetivo] [insira um substantivo] que [insira um verbo]. Na sentença, o adjetivo é chamado de descritor, o substantivo é o tipo (classe de personagem) e o verbo é o focus do personagem. Em Numenéra existem apenas três classes, ou tipos de personagens: glaive, nano e jack. A princípio considerei este número muito pequeno, no entanto, cada uma das classes está muito bem representada. Os glaives são os guerreiros, que podem valer-se de sua força ou rapidez para realizar suas proezas. Os nanos são os magos, feiticeiros, etc., que manipulam as forças invisíveis (nano robôs) para criarem feitos fantásticos. Os jacks são os faz tudo do cenário e são equivalentes aos ladrões de outros rpgs.  Cada uma das classes possui uma distribuição inicial particular de seus valores de atributos (might, speed e intelect), além de mais seis pontos que podem ser distribuídos da maneira que o jogador desejar. Na descrição de cada uma das classes, também é fornecido os valores de effort, características especiais (edges), número máximo de cyphers que o personagem pode carregar sem gerar efeitos desagradáveis, entre outras informações, como as habilidades ganhas em cada nível. Com o substantivo escolhido – que é a base do personagem – passamos para a escolha do adjetivo, ou descritor. O descritor é escolhido […]

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Pathfinder card game – round 2

Ontem foi a mesa pela segunda vez, no encontro semanal do Grupo Eita Piula, o card game Pathfinder. A primeira vez que jogamos, estiveram a mesa quatro jogadores, um dos quais não gostou do jogo, o que não favoreceu a experiência. Em nossa segunda tentativa, o jogo fluiu mais rápido, embora seja demorada a distribuição das cartas e formação dos decks das áreas. O jogo possui momentos de grande tensão, principalmente quando se tem muitas cartas descartadas e você não consegue trazê-las para a sua pilha de cartas, que também representam os seus pontos de vida.O grande desafio de colocá-lo novamente na mesa, era tentar vencer a aventura introdutória, o que só foi possível faltando três turnos para acabar o jogo, que possui um contador de rodadas.Analisando-o melhor, o Pathfinder é um jogo que eu não compraria, mas não porque ele seja ruim, mas porque é necessário um grupo que realmente tenha interesse pelo estilo de jogo. Eu diria que o grupo que joga Pathfinder tem que ter tanto compromisso quanto um grupo que joga uma campanha regular de RPG, sendo muito diferente de card games como Dominion.Como eu sei que não disponho de um grupo assim na atualidade, ele não entra na minha wishlist, mas apenas por esta razão.

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Numenéra by Monte Cook [2] – Atributos

Criação de Personagens Os personagens possuem três atributos: Might, Speed e Intelect. Estas são categorias amplas que cobrem diversos aspectos correlacionados. Por exemplo, Might define quão forte e resistente um personagem. Ações que se baseiam em Might envolvem forçar portas, caminhar durante dias ou resistir a doenças. Cada um dos três atributos possuem duas características ligadas a eles: Pool e Edge.  Pool é a medida básica do atributo e pode ser reduzida quando o personagem é ferido (dependendo do tipo de ferimento), adoece ou é atacado. A natureza do ataque determina qual atributo será reduzido (Might, Speed ou Intelect). Edge mede a redução no custo de pontos gastos do Pool para ativar determinados poderes, por exemplo:  Vellethel lança um ataque mental contra um inimigo. O custo de ativação do ataque é de 1 ponto de Intelecto, subtraído do Pool. Como Vellethel possui um Intelect Edge igual a 1, a ativação do poder é feita ao custo de zero pontos. Uma terceira característica relacionada aos atributos é o Effort. Quando o personagem precisa realizar algo desesperadamente, ele pode gastar 3 pontos do Pool e reduzir em um nível a dificuldade da jogada. Mais de um nível de Effort, mas cada nível além do primeiro, custa 2 pontos a mais, ou invés de três. Dessa forma, para reduzir o nível de dificuldade em dois passos, o personagem gastaria 5 pontos do Pool ao invés de 6. Cada personagem possui uma contagem de Effort, que determina […]

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