Aparência: do BRP para o D&D

Enquanto não jogo, vou lendo! E enquanto vou lendo, vou me inspirando e a inspiração da vez veio em uma caixa de texto do Basic Roleplaying System (BRP) – sim, ele tem muito a ensinar – que pretendo usar como uma forma de conceder mais personalidade aos personagens de D&D. O RPG Dungeons & Dragons não tem um atributo aparência, ao contrário do BRP, mas muitos utilizam o Carisma como algo capaz de emular a aparência, embora nem sempre e não necessariamente. Contudo, Carisma em muitas mesas é sinônimo de beleza… ou feiura! Mas que características marcantes tornam um personagem bonito ou feio? Uma cicatriz? Um penteado exótico? Na caixa de texto Distinctive Features do BRP, de acordo com o valor do atributo Aparência (APP), que varia normalmente entre 3 e 18 (coincidentemente a mesma variação padrão do D&D), o jogador pode escolher um número de características marcantes que fazem com que as pessoas o achem repulsivo ou atraente. Quanto mais extrema a sua aparência, no caso aqui vamos usar Carisma, maior o número de características marcantes que o personagem possui, como apresentado na tabela abaixo. Um personagem com um baixo valor de Carisma, poderia ter a mesma característica marcante que um personagem com um alto valor de Carisma, e ainda assim surtir efeitos completamente diferentes. Por exemplo, um personagem com baixo Carisma tem uma cicatriz que o deixa mal encarado e sinistro, enquanto que em um personagem com alto Carisma, esta mesma cicatriz […]

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A próxima ficha – D&D Next

Eu torço sinceramente pelo sucesso da próxima edição de D&D, afinal, como dizemos por aí, sou um grande fanboy do sistema e embora tenha me decepcionado bastante com muitos elementos da terceira edição, ter me apaixonado pela quarta edição, embora tenhamos tido um relacionamento curto, a nova edição está resgatando elementos que eu sentia falta nas duas últimas edições. Há alguns meses foi realizado um concurso para determinar qual seria a ficha da nova edição, ainda que provisória e eis que a ficha escolhida tem elementos bem fora do convencional, apresentando troncos de DNA para características raciais e um designe diferenciado para os padrões mais conservadores da Wizards, mas se ela será a versão definitiva ou não, ela já foi distribuída no último pacote do playtest, que será o último pacote de playtest liberado. Para quem só ficou curioso em relação a ficha, mas não quer baixar o playtest, é só clicar aqui. Alguns pontos que me fizeram gostar da ficha logo de cara é a possibilidade de realmente todas as informações caber apenas em uma ficha impressa em frente e verso, algo que a quarta edição me deixou bem triste. Alguns personagens possuíam três páginas impressas, frente e verso para registrar seus poderes e habilidades. A ficha veio em formato editável, o que espero que seja uma tendência, embora eu ainda gostaria de ver uma ficha que eu pudesse editar não somente as entradas, mas o texto em inglês […]

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Mythic Iceland

Publicado em dezembro de 2011 pela Chaosium, o cenário de campanha Mythic Iceland apresenta uma ambientação baseada nas lendas vikings. Embalado pelo maravilhamento que o jogo Skyrim despertou em mim, e após conversar algumas vezes com o autor do Mythic Iceland, Pedro Ziviani, mineiro radicado na Islândia, decidi conhecer um pouco mais do Basic Roleplaying System e do cenário de campanha. Confesso que a minha surpresa foi extremamente positiva. O livro possui 276 páginas de capa a capa e é dividido em 18 capítulos muito bem divididos e com todas as informações relevantes que uma boa ambientação precisa ter, inclusive e, diga-se de passagem, com todos os elementos da ambientação muito bem amarrados com o sistema de regras.Eu considero que detalhes como a forma de vida e as leis de uma sociedade, incluindo crimes e punições, sejam elementos interessantes e que deveriam estar presentes em todos os cenários de campanha, mas isso não é regra, na verdade, torna-se um diferencial e este diferencial o Mythic Iceland possui. Nos cinco primeiros capítulos é descrito com a profundidade necessária, mas sem ser cansativo, o dia-a-dia dos habitantes da Islândia mítica, o código de justiça e algo que eu não havia visto em nenhum outro RPG, regras para disputas políticas, que estão muito longe de ser enfadonhas. Os cinco primeiros capítulos do livro me ganharam e o Pedro Ziviani ganhou um fã de seu trabalho. Os demais capítulos cobrem aspectos muito interessantes, como […]

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