Jogos aproximando pessoas

Nos últimos dias eu tenho me deixado levar por elucubrações moderadas sobre o mundo lúdico, provavelmente um adiantamento ao estado eufórico da produção de uma casa que, espero, seja capaz de reunir várias pessoas com conhecimentos variados com o propósito de difundir a cultura lúdica, independente do formato. A elucubração sobre a qual vos falo agora é fruto de uma conversa com o amigo Gabriel Anaya falando sobre Frank Mentzer relembrando sua infância de jogos. Hoje em dia, após um exaustivo dia de trabalho, chegamos em casa, jantamos, algumas vezes brincamos um pouco com nossos filhos e aí corremos para o computador, quando não temos um tablet ou smartphone que não saem de nossas mãos. Isso acaba levando a uma repetição do comportamento pelos filhos, que quando mais velhos, correm para o computador, desligando-se muitas vezes das relações com a família e entrando nos meandros, algumas vezes perigosos do convívio virtual. Quando vejo os velhinhos jogando RPG ou jogos de tabuleiro nos EUA e na Europa, penso nas mil e uma razões de não termos essa cultura aqui, também no Brasil. Alguns argumentam que temos lindas praias, regiões com sol o ano inteiro e isso faz com que as pessoas se dediquem a outras formas de lazer, algumas das quais com repercussões negativas para suas vidas futuras. Instigar, dentro de sua própria casa, uma cultura de jogo familiar (sejam RPGs ou jogos de tabuleiro) é uma forma salutar de levar para a […]

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Actual Play – Mouse Guard RPG #1

E no dia que o Mouse Guard RPG Boxed Set que encomendei chega em casa, conseguimos fazer uma jogatina desse excelente RPG. Utilizamos os personagens prontos do livro, e também mestrei uma missão pronta do livro, a Deliver the Mail. Se a minha primeira experiência com o MGRPG tinha sido ótima, esta segunda foi ainda melhor. E como eu havia prometido ao @k4lder4sh do Paragons, nós gravamos a sessão utilizando o iPad e estou colocando para todos ouvirem como foi a sessão. Amanhã eu posto os comentários sobre a experiência, mas por enquanto fiquem com o audio completo, não editado e cheio de palavrões da sessão. [audio http://dl.dropbox.com/u/1178523/ActualPlayMouseGuardRPG_1.mp3] Download

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Encounter Critical

Saudações a todos os amigos amantes do lúdico RPG! A convite do Gabriel Anaya fui experimentar mais um RPG Indie, o fantástico Encounter Critical, o qual tive o cuidado de folhear suas páginas antes da sessão a pedido do Gabriel. Juntos numa mesa estavam eu (Franciolli Araújo – muito prazer), Fernando Fenrir (dos Cavaleiros das Noites Insones), Rafael (ele participa de redes sociais?) e Kempes (corrigido) e é claro o Gabriel, nosso anfitrião e difusor de RPGs Indie em Natal! No começo ele apresentou rapidamente o sistema, sem entrar muito em detalhes, passando para a ambientação – que não tardará vocês conhecerão em detalhes. Para quem curte Star Wars, Star Trek e por que não dizer As Crônicas de Riddick e desenhos antigos como He-Man, She-ra e ainda, segundo a inspiração do próprio Gabriel, Sectaurs: Warriors of Symbion, tudo misturado como um grande Gamma World, com certeza iria se interessar pelo Encounter Critical. O SISTEMA O sistema tem uma cara bem Old School e na sua introdução é dita que foi criada em 1978 – 1979, mimeografada e distribuída entre jogadores de um clube local, com outras cópias vendidas em lojas especializadas – tudo um grande embuste, mas que rendeu uma boa história. ATRIBUTOS A geração do personagem é feita jogando-se três dados de 6 lados para cada atributo, gerando valores entre 3-18 (alguém tinha dúvida disso?), preenchendo os nove atributos do jogo: Adaptação (ADA); Destreza (DEX); Percepção Extra-Sensorial (ESP); Intelecto (INT); Liderança […]

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A Procura do Sistema Perfeito

Na minha resenha de Burning Wheel, eu mal consegui me conter ao falar sobre suas inúmeras qualidades – tanto que comecei a resenha falando que ele é o meu “RPG ideal”.  Depois de ler completamente o Burning Wheel Gold de capa a capa, posso dizer que minha opinião continua a mesma ou ainda melhor. Mas, como nem tudo é perfeito… Para que o Burning Wheel brilhe na mesa de jogo e mostre todas suas qualidades e a beleza do seu design, ele precisa de duas coisas: Player buy-in. Isso significa que os jogadores da mesa precisam se interessar pelo sistema, aceitar suas premissas e “entrar no clima” do jogo. O sistema recompensa quem conhece bem as regras, e ele tem mesmo muitas regras – muito mais que um jogador casual suportaria aprender para se divertir com os amigos. Tempo. A mecânica de evolução de personagem junto com suas crenças, as votações de traits e o avanço das perícias e atributos são parte central do jogo, e só acontecem de forma ideal em uma longa campanha. O Burning Wheel é um jogo que pode até funcionar em uma one-shot, como eu já fiz usando a The Sword, mas ele só vai brilhar mesmo em uma campanha com mais de 10 sessões. Infelizmente, eu não tenho nenhum dos dois pontos. Levo uma “vida de gente grande” há muitos anos, mas agora a coisa está ainda mais séria: cuidar da casa e todas […]

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2012.1

Pelo menos uma vez na semana eu acompanho o número de acessos do blog e mesmo não estando escrevendo há muito tempo, me surpreendo com o número de acessos – modestos, mas ainda consideráveis, considerando-se o fato de nenhum novo artigo estar sendo escrito, porém, a possibilidade de que isso mude em breve é muito grande. Há muito tempo que tenho a pretensão de juntar-me com uma equipe local e formar um blog com conteúdo diversificado e acho que a após muito tempo, vou conseguir realizar este sonho e até março o nosso site vai sair, com mais conteúdo, abordando o lúdico de forma geral e não somente RPG, que infelizmente está bem parado por aqui – uma consequência da especialização que foi gerada em cima das traduções sobre a quarta edição de D&D. Nos últimos meses, mesmo não tendo jogado muito – acredito que não joguei nem cinco vezes após ter voltado de meu exílio na região norte do país – tenho comprado alguns RPGs em PDF – algo novo pra mim. No levantamento tenho poucos títulos até o momento, mas para quem não está jogando, qualquer coisa é lucro: 3.16 – Carnificina entre as Estrelas Castles & Crusades Fiasco Lamentations of the Flame Princess Rastro de Cthulhu Terra Devastada The Secret Fire Wicked Herroes Embora 3 deles sejam de alguma forma D&D, tem suas peculiaridades que os fazem a pena serem jogados. Os demais são únicos a sua maneira e com certeza […]

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Rapidinhas de Quinta

Utopia Engine Um jogo de tabuleiro solo completamente grátis, é só imprimir e jogar usando um lápis e dois d6. Nele você é um artificer que está tentando construir o Utopia Engine que talvez seja a única maneira de evitar o fim do mundo. A arte é muito bacana, e as regras parecem interessantes. Já imprimi a minha cópia, irei testar em breve. Baixe aqui: Nevermore Games – Utopia Engine. Wizards of the Coast relança os livros básicos de AD&D 1ª Edição Inacreditável, mas é verdade. A idéia é que seja uma edição limitada, vendida apenas por lojas, para ajudar o memorial do Gary Gygax. Mas eu sinceramente acho que eles deviam vender é versões eletrônicas das edições antigas. Quem sabe? Dados FUDGE Improvisados Quer jogar algum sistema que precise dos dados FUDGE mas também está frustrado pois não encontra os dados para vender no Brasil? Compre alguns d6 daqueles simples, brancos com pontos pretos na papelaria por R$1,00 e transforme-os em dados FUDGE usando este guia e caneta permanente. Burning Empires e Mouse Guard RPG O suplemento de Burning Empires, Bloodstained Stars, está a venda em PDF na RPGNow. O suplemento não tem nenhuma regra, é apenas descrição do cenário, então é bacana mesmo para quem não joga o BE. Mas ainda melhor do que isso, agora os dados absurdamente fodas do Mouse Guard RPG estão a venda separadamente, 10 dólares por 10 dados, com frete fixo de US$2,50 […]

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Resenha – Burning Wheel Gold

Muitas pessoas tem um sistema preferido, geralmente algum que mais se aproxima do que ela espera que um sistema de RPG faça por ela. Pra mim, esse lugar é ocupado pelo Burning Wheel desde o momento em que comecei a ler a sua segunda edição, a Revised. Desde o primeiro capítulo fica claro que o BW não é um RPG comum, mas sim um sistema bem pensado, testado e com regras bem integradas com uma única intenção: fazer um RPG cujo foco seja todo dos personagens jogadores e o drama que eles criarem e/ou se envolverem. Mas afinal, o que é Burning Wheel? O Burning Wheel é um sistema de fantasia medieval, e no livro básico estão disponíveis os homens, anões, elfos e orcs como raças, e as influências de Tolkien são bem claras. No entanto, isso é tudo que ele tem em comum com outros RPGs tradicionais, com o bom e velho D&D. O foco de um jogo de BW não está no tesouro, na exploração de masmorras e o massacre de monstros – no BW o que importa são os personagens e a narrativa. Ele pode ser um jogo sobre um personagem que luta, mas o foco não são as batalhas, e sim o personagem. Atualmente na sua terceira edição, chamada de Burning Wheel Gold, o livro é um behemoth de mais de 600 páginas em capa dura, formato A5, em preto e branco. A qualidade do livro […]

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Lendo o Player’s Handbook 1E – Parte 1

Para começar a análise da leitura, primeiro é preciso esclarecer que eu estou lendo uma cópia em PDF do livro. Infelizmente não tenho o livro em papel, mas se alguém quiser vender sua cópia eu estou bastante interessado. Também irei desnecessariamente avisar que isso dificilmente pode ser considerado um trabalho sério, jornalístico ou de pesquisa – estou fazendo apenas por diversão, e vai estar permeado de opiniões pessoais e parcialidade. Introdução Primeiramente, preciso dizer o quanto os livros de RPG evoluíram nesses últimos 30-40 anos. O Player’s Handbook é um livro seco, com ilustrações que vão do péssimo ao médio, preto e branco, mal diagramado e não possui nem divisões em capítulos. Cada parte do livro somente tem o título em maiúsculo e negrito, e é só. Me desculpe se você não gosta de memes, mas só isso já merece um: Isso vai dificultar bastante a leitura comentada do livro, pois não vou poder quebrar os comentários por capítulo. Logo, vou ter que dividir os comentários pelos títulos do livro, e só de sacanagem vou fazer da mesma forma: INTRODUÇÃO E O JOGO As duas primeiras sessões do livro poderiam estar em qualquer artigo sobre o movimento Old School de se jogar RPG. Gygax passa um bom tempo discutindo o quanto os personagens começam extremamente fracos e somente através da inteligêcia e sagacidade do jogador é que ele um dia vai acabar alcançando os níveis mais altos e ter mais […]

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Olhando para o Passado

E agora acho que  já chega de falar do D&D Next e o que se espera com ele. Muita gente já está fazendo isso na internet muito melhor que eu. Se você quer notícias existe o excelente EN World com sua compilação atualizada de tudo que já foi divulgado da 5E. Se você quer ter uma idéia mais real de como vai ser a 5E, recomendo a leitura da coluna Legends & Lore escrito pelo Mike Mearls e Monte Cook, que deixa bem claro que a idéia dessa edição não é nada recente. Ao invés disso, tenho uma proposta diferente. Que tal analisar as edições antigas do D&D, para entender de onde viemos e, quem sabe, entender para onde estamos indo? Algum tempo atrás no twitter, o Daniel Balard me enviou um link onde um maluco do fórum EN World lia todas as Dragon Magazine, desde o primeiro número, e colocava suas impressões. Apesar de ter lido até o número 20 ou 30, eu achei a leitura bem interessante, principalmente para entender a evolução do D&D e o relacionamento bem bizarro que o Gygax mantinha com os leitores. Acho que seria uma idéia interessante eu fazer a mesma coisa para os livros básicos do AD&D1E. Não é nenhum segredo que ultimamente abandonei a 4ª edição do D&D e comecei a ter muita curiosidade pelas edições antigas. Fui ler alguns retro-clones e retro-golens excelentes como Labyrinth Lord, Castles & Crusades, Lammentations of the […]

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