One shot: O circo chegou à cidade

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One shot #02 O circo chegou à cidade

Iniciando nossa série de encontros semanais, a coluna “One Shot” trará ideias para suas aventuras. A princípio não trato de um único sistema, mas no decorrer destas linhas muitas vezes surgiram citações, descrições e regras voltadas a jogos como o D&D, WoD e muitos outros. Então convido vocês a darem segmento a essa nova empreitada.

Aventura: O circo chegou à cidade

Sejam em pequenas comunidades rurais ou grandes centros urbanos os artistas circenses comovem e divertem plateias com seu espetáculo. O mais forte homem do mundo, a mulher barbada, tatuadores, comidas e bugigangas encenam um mundo de fantasia alheio à realidade que o contorna, uma comunidade que presta relevantes serviços onde chegar.

Em nossas campanhas a inserção de uma trupe circense trás uma nova roupagem a comunidade já conhecida, afinal existe toda uma cultura repleta de novos sabores e costumes que se chocam, mas não se antagonizam de maneira clássica. Agora, motivações interessantes fazem com que as/os personagens possam sentir novamente sua cidade que, via de regra, é a sede do lugar onde o grupo reside.

A senhora, Madame Cléo, atua como conselheira do dono do circo e recentemente perdeu seu único filho durante a apresentação no trapézio, vitimado por um acidente. A senhora fez um acordo com o dono do circo para trazer um novo integrante à trupe, ela pretende, com a ajuda dos rufiões (que vão fazer todo o trabalho) sequestrar uma criança e cria-la nos costumes e tradições do seu povo.

O circo, uma semana antes, estará distribuindo ingressos gratuitos (sem fazer alarde) para mães com crianças de colo, oportunidade onde a senhora escolheria sua vitima que, depois do show seria seguida. No dia seguinte, um seleto grupo escolhido a dedo pelo dono do circo parte, já é noite alta, e durante sua tentativa de invadir a casa acaba esbarrando com o grupo das/dos personagens.

Inicialmente os artistas iram tentar ludibriar o grupo (eles são realmente bons nisso), no entanto, é difícil de acreditar que “um anão está pulando um muro para pegar sua bolsa que a mulher barbada jogou, em uma brincadeira, naquele local”, principalmente sem haver qualquer bolsa. Se o encontro acabar se tornando um desafio de combate (visto que um ou dois dos capangas são um pouco esquentados e confiam em suas habilidades) alguns pontos vão acabar por serem notados além, é claro, do modo de vestir e de falar de mais de um membro do grupo de artistas que poderá ter um maço de folhetos, ligando-os diretamente ao circo.

A cena se dirige para dois possíveis finais, ou as/os personagens são enganados (1) ou derrotam os invasores (2). Na primeira opção, o grupo das/dos personagens pode ser tido como suspeito já que foram vistos no local e terão de se explicar, sabemos que ninguém tem ideia de quem são as pessoas que realizaram o sequestro (os artistas do circo não estarão maquiados nem vestidos a caráter durante o crime) as autoridades terão apenas descrições do grupo que realmente invadiu a casa, em meio às dificuldades que já devem estar passando, agora, as/os personagens terão de provar sua inocência.

Com a derrota dos invasores, por sua vez, as/os personagens poderão entregar os meliantes as autoridades, sendo tratados como simples ladrões. Se algum das/dos personagens sentir que existe algo extra nesta cena (os “ladrões” poderiam não estar levando equipamento para carregar seu furto, eles estariam com um cesto bem forrado de almofadas) eles/elas podem tentar forçar uma confissão, no entanto, este povo é muito ligado à sua comunidade e seria uma tarefa difícil tentar fazer com que eles digam o que realmente está acontecendo.

De qualquer maneira, temos ainda dois possíveis antagonistas, Madame Cléo a senhora que perdeu o filho e Mestre Storvin II o dono do circo. Ampliando o leque de possibilidades para esta pequena história paralela, poderíamos escolher um estilo próprio para cada um destes personagens.

A senhora poderia ser uma bruxa que ameaça o dono do circo, ela tem algumas habilidades (controlar a mente, criar pesadelos, dores e toda sorte de doenças) que poderiam ter sido usadas para que este cumprisse suas ordens. Uma mulher autoritária, que sabe que tem mais poder que qualquer um a sua volta, acostumada a manipular as pessoas e que gosta de manter as aparências (e por isso ela precisa de um filho). Este pode ser o real background da Madame Cléo, por traz de sorrisos enigmáticos e palavras astutas.

Uma segunda opção seria a de uma Madame Cléo submissa que, na verdade está muito entristecida. Com a morte de seu filho resta apenas esperar o momento em que o chamado virá, no entanto, o dono do circo está secretamente tentando arranjar uma criança para que ela possa criar como sendo seu, ele não quer perder as habilidades fantásticas de “prever o futuro” lhe tem rendido muito dinheiro. Esta poderia ser a senhora, uma mulher que tem o dom da premonição e o usa em beneficio da comunidade, gerando renda para manter o circo, sendo a principal atração do parque.

Para combinar com nossa primeira opção, Mestre Storvin II seria um patético dono de circo que o recebeu de herança do grande Mestre Storvin I, o Mágico. Uma figura carismática não fosse à série de erros cometidos (ele é um cara no mínimo impagável), este tem mais talento para palhaço que para apresentador de circo, no entanto, foi essa a função que herdou de seu avô. Trate-o como um bom homem, que atende os desejos da comunidade sem pestanejar, ele teme a velha bruxa e faz seus desejos, pois sabe que o circo e a família não poderiam viver sem suas habilidades.

Por fim, o dono do circo poderia ser na verdade um tirano autoritário, bem inteligente que deseja realmente que a família prospere desde que seja sobre sua tutela. Ele vê as pessoas do circo como irmãos e irmãs e tratará os forasteiros com arrogância e intolerância. Sua atitude ordenar o sequestro de uma criança para Madame Cléo não é de forma alguma um ato de bondade (em todos os sentidos), ele sabe que se a senhora não trabalhar as pessoas que vêm de todos os cantos do mundo atrás de seus conselhos (e que pagam muito bem por isso) deixaram de busca-la e consequentemente os lucros de suas atividades vão sumir. Mestre Storvin II é um homem habilidoso, que não polpa suas palavras, se acha um ótimo líder e não deixará que nada de “errado” aconteça com seus irmãos e irmãs, o homem já realizou sequestros de criança mais de uma vez e apenas seus homens de confiança sabem dessas histórias.

O circo chegou à cidade amigas e amigos, e não só suas barracas de doces, bugigangas e diversão emergem em meio à vida cotidiana, mas uma controvertida situação servirá para introduzir as/os personagens em um mundo completamente novo, de um povo diferente de tudo que os seres ditos “civilizados” já viram.

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