Olhando para o Passado

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E agora acho que  já chega de falar do D&D Next e o que se espera com ele. Muita gente está fazendo isso na internet muito melhor que eu. Se você quer notícias existe o excelente EN World com sua compilação atualizada de tudo que já foi divulgado da 5E. Se você quer ter uma idéia mais real de como vai ser a 5E, recomendo a leitura da coluna Legends & Lore escrito pelo Mike Mearls e Monte Cook, que deixa bem claro que a idéia dessa edição não é nada recente.

Ao invés disso, tenho uma proposta diferente. Que tal analisar as edições antigas do D&D, para entender de onde viemos e, quem sabe, entender para onde estamos indo?

Algum tempo atrás no twitter, o Daniel Balard me enviou um link onde um maluco do fórum EN World lia todas as Dragon Magazine, desde o primeiro número, e colocava suas impressões. Apesar de ter lido até o número 20 ou 30, eu achei a leitura bem interessante, principalmente para entender a evolução do D&D e o relacionamento bem bizarro que o Gygax mantinha com os leitores.

Acho que seria uma idéia interessante eu fazer a mesma coisa para os livros básicos do AD&D1E.

Não é nenhum segredo que ultimamente abandonei a 4ª edição do D&D e comecei a ter muita curiosidade pelas edições antigas. Fui ler alguns retro-clones e retro-golens excelentes como Labyrinth Lord, Castles & Crusades, Lammentations of the Flame Princess e o brazuca Old Dragon. O que mais me agradou foi o Castles & Crusades, por motivos que talvez eu comente no futuro.

Mas, estranhamente, o que eu não li ainda é o D&D de fato, os livros originais. O  motivo é que o que me interessa no old school não são as regras bizarras e incoerentes, com diversos tipos de jogadas para tarefas diferentes: d% para perícia de ladrão, 1d6 para portas secretas, d20 menor para teste de atributo, d20 maior para jogada de ataque, etc. O interessante pra mim é que antigamente se jogava D&D com um foco muito grande na exploração, com a inteligência dos jogadores ditando o sucesso dos seus personagens, e com poucas regras para situações específicas, com mais espaço para improvisação e rulings da parte do mestre. E para se ter isso, não precisa ter um sistema claramente antiquado e envelhecido, como o AD&D.

Mas chega uma hora em que a curiosidade supera a utilidade, e resolvi ler o Player’s Handbook do AD&D 1ª Edição, também chamado de AD&D1E ou simplesmente 1E. Além da curiosidade, uma utilidade direta de conhecer a 1E é de poder entender e adaptar os módulos clássicos da 1E, como Temple of Elemental Evil, Queen of the Spiders, Tomb of Horrors, Expedition to the Barrier Peaks, The Lost Caverns of Tsojcanth, entre tantos outros clássicos.

A primeira edição do AD&D é uma escolha óbvia. Foi ela que fez explodir o D&D nos EUA, e é por onde muita gente conheceu o RPG, ao menos nos EUA. Aqui no Brasil, acho que esse papel foi desempenhado pelo Red Box e o AD&D2E , que são criaturas bem diferentes.

A idéia não é explicar o sistema detalhadamente, mas sim comentar do que é diferente, interessante, curioso ou engraçado sobre o livro, na visão de quem conheceu o D&D pela 3ª edição e não sente nenhum tipo de nostalgia que faz com que uma regra quebrada ou non-sense pareça charmosa. Então, nos vemos nos próximos dias, onde irei começar com o Player’s Handbook!

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