Exemplo de combate em D&D 5E

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Pegando a deixa do artigo anterior, no qual apresentei um exemplo de combate usando o sistema Mythras (confira aqui), vou apresentar um exemplo de combate em D&D 5E.

Para facilitar as coisas, vou usar um personagem com as mesmas características do artigo anterior, fazendo apenas algumas substituições que sejam pertinentes.


Em Mythras, as características de Adryan ficaram assim distribuídas:

STR: 12; CON 12; SIZ: 15; DEX 8; INT 11; POW 7; CHA 8

Em Dungeons & Dragons, seus atributos ficaram assim (baixe aqui a ficha do personagem):

FOR: 16 (+3); DES 9 (-1); CON 13 (+1); INT 12 (+1); SAB 8 (-1); CAR 9 (-1)

Nosso personagem continua usando uma armadura escamada, uma espada longa e um escudo e ele utiliza o estilo de luta defensivo, que lhe concede +1 na CA sempre que estiver usando armaduras, o que vai compensar também a sua baixa Destreza.

Adryan é um oficial da guarda e sobrinho do Barão Sanguinário, senhor do Poleiro do Corvo em Velen, e tem feito o seu melhor para ganhar o respeito e admiração de seu tio.

Uma certa noite, passando revista à seus homens, percebe a falta de movimentação no posto de vigia próximo à estrada, no final da ponte. Usando a sua armadura escamada, escudo e espada longa, Adryan caminha lentamente pela ponte, observando a lanterna acessa e buscando por algum sinal dos dois soldados que deveriam estar mantendo guarda.

Movendo-se lentamente, ele pragueja o fato de ser tão grande e pesado e de estar caminhando sobre um ponte de madeira, o que torna impossível surpreender alguém.

Quando chega ao final da ponte e se aproxima do a lanterna, não vê sinal dos soldados. Eles pagarão por isso. Ele fica atento, na esperança de ouvi-los por perto.

O mestre já havia feito um teste de Furtividade para a criatura, obtendo um valor final de 13 para a criatura. Quando compara esse valor com a Percepção Passiva de Adryan, cujo valor é igual a 9, o mestre declara que o guerreiro fui surpreendido.

Adryan não percebe a aproximação de uma criatura saindo das sombras.

Para a primeira rodada já sabemos que o guerreiro está surpreso, resta saber agora a ordem da iniciativa. A criatura consegue um resultado 7 (sete) e o guerreiro 3 (três), ficando em uma situação ainda mais complicada, pois ele não poderá fazer nada em seu primeiro turno de combate.

O guerreiro não tem tempo de reagir à chegada de uma criatura negra como a noite saída das árvores ali perto. Um grande lobo salta da escuridão, surpreendendo-o completamente.

Wolf Lord by Karolina Jacobsson

O lobo faz seu ataque e obtém 10, errando o ataque. O guerreiro seria o segundo a agir, mas não pode fazer nada. Ao final de sua rodada, ele não está mais surpreso.

O lobo avança novamente sobre o guerreiro…

O lobo desfere mais um ataque, dessa vez obtendo 12, ainda insuficiente para acertar o guerreiro. Adryan desfere um golpe e consegue 21. O golpe acerta a criatura causando 5 pontos de dano. O lobo possui um total 11 pontos de vida, ficando agora com 6 pontos de vida.

… mas seu ataque fica na armadura dele. Adryan não perde tempo e faz sua espada descrever um arco que atinge o lobo, provocando-lhe um terrível ferimento.

Começo da terceira rodada. O lobo ataca conseguindo 19, suficiente para causar um ferimento em nosso guerreiro. Jogando os dados para o dano (2d4+2), o mestre obtém 9 pontos de dano. O nosso guerreiro está em apuros, com apenas 2 pontos de vida restantes.

O lobo, mesmo ferido, avança sobre o guerreiro, encontrando uma brecha em sua armadura e causando um terrível ferimento. Se não encerrar a luta logo, Adryan pode se encontrar com seus antepassados mais rápido do que ele havia planejado.

O jogador lança os dados, fazendo todo o tipo de mandinga para conseguir um valor alto e consegue um valor final igual a 22. Após lançar os dados de dano, alcança a incrível marca de 11 pontos, mais do que suficiente para fazer a criatura passar desta para melhor, ficando com um total de -5 pontos de vida.

O guerreiro, desfere mais um golpe, dessa vez com maior precisão, fazendo a espada partir o crânio da criatura, que fica agonizando no solo ensanguentado.

Limpando a lâmina de sua espada, ele se dirige para o portão e destaca quatro homens para fazer a vigia do lado de fora, dando ordens para que tragam o lobo para dentro e assim que o sol raiar, descubram onde estão os dois guardas que deveriam estar fazendo a guarda.


No próximo artigo vou fazer uma comparação entre as simulações dos combates nos sistemas Mythras e D&D 5e.

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