Yggdrasill – Criação de Personagens

Eu comecei a escrever este artigo antes do Yggdrasill RPG e do Yggdrasill – Sistema e agora imaginei que ele não deveria ficar no limbo dos arquivos não publicados. Criação de Personagens A criação de personagens em Yggdrasill possui 9 passos básicos e 2 complementares, como descrito adiante. 1. Conceito O primeiro passo é a escolha do conceito do personagem, que simboliza seu treino e suas origens familiares. A lista fornecida, contudo, não é mandatória, ou seja, o jogador tem liberdade para criar um arquétipo inteiramente novo. Existem cinco arquétipos principais, que subdividem-se: Nobre Jarl – um lider do clã; Chefe de Guerra – quem lidera as tropas quando o Jarl decide guerrear; Conselheiro – um sábio que auxilia o Jarl a tomar decisões. Guerreiro Hirdman – leais ou não aos Jarls, estes são os guerreiros profissionais; Berserker – famosos e destemidos, são normalmente os guarda-costas dos Jarls; Mercenary – vagabundos, estrangeiros ou provenientes de um clã caído, são guerreiros que vendem seus serviços a quem quer que possa pagar. Sábio Volva – mulheres sábias que comunicam-se com os Vanir e os Aesir que orientam seus clãs; Thurl – muito respeitados dentro dos clãs, eles são os praticantes de antigos rituais e são conhecedores dos segredos da natureza; Skald – nenhuma história se tornará uma lenda se não houver um Skald para contá-la; Healer – homens ou mulheres livres que mantém seu lugar no clã como guardiões das tradições médicas. Trabalhador Craftsmen – […]

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Yggdrasill – Sistema

De posse do Yggdrasill  e inspirado a lê-lo, principalmente por sua ambientação nórdica, resolvi pular a leitura dos capítulos iniciais, que tratam da ambientação e pular direto para o sistema, que confesso, é o que tem me feito decidir se um determinado RPG merece ou não ser levado à mesa, pois ambientação podemos recriar com qualquer sistema, uns mais facilmente que outros. O Sistema A primeira vez que passei as vistas sobre as regras do Yggdrasill comentei com um amigo que ele usava um sistema muito similar ao que ele usa em uma campanha que jogamos, onde o sistema de regras mistura Storyteller e GURPS e que carinhosamente foi apelidado de NURPS, no entanto, eu não poderia estar mais longe da verdade – o que de certa forma, me agradou. Yggdrasill usa dados de 10 lados para resolução de conflitos e dados de 8 lados durante uma única fase da criação de personagem, que é feita essencialmente por distribuição de pontos de forma muito similar ao Storyteller, assemelhando-se também por ter três conjuntos de atributos, cada um deles com três atributos: Corpo (Força, Vigor e Agilidade), Mente (Intelecto, Percepção e Tenacidade) e Alma (Carisma, Instinto e Comunicação). No momento da criação, a graduação máxima para um atributo é 4, mas é possível atingir 5 pontos com o gasto de experiência. Além dos atributos, os personagens possuem também perícias graduadas que são somados aos testes, mas de maneira diferente do sistema Storyteller. A graduação máxima que pode ser atingida durante a […]

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Yggdrasill RPG

Yggdrasill é um RPG, mais um dos fantásticos títulos da Cubicle 7, mesma editora do fabuloso The One Ring que está em fase final de produção pela Devir Livraria. Lançado em 2009 na França, só ganhou sua versão em inglês em 2012. O jogo é ambientado na Escândia, as terras dos “três reinos” da Dinamarca, Noruega e Svithjod (Suécia nos dias atuais) no período histórico entre os séculos IV e VI. Suas histórias exploram intrigas, combates, missões, magia e criaturas míticas, todos os bons elementos de um RPG. O jogo não tem a proposta de ser histórico, principalmente pela dificuldade em encontrar material escrito sobre esta época, onde a tradição oral predominava. Os autores enfatizam três conceitos que são imprescindíveis para entender o espírito do povo do norte: o papel essencial do Destino; a noção de mannhelg, a inviolabilidade do indivíduo; e a importância da família e do clã. O livro tem 235 páginas, é ricamente ilustrado e é dividido em 23 seções, das quais três tratam dos elementos históricos, geográficos e religiosos da ambientação (56 páginas) e as outras tratam do sistema de jogo e de seus elementos, mas todos devidamente contextualizados e explicadinhos. Vinte e quatro páginas são dedicadas a explicar como funciona o combate, o sistema de pontos de vida e cura e os talentos de combate. A magia é tratada em uma seção (18 páginas) e além de adversários, equipamentos, experiência e renome, o livro traz uma aventura pronta Oferrings to the Great Winter. Não sei se […]

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