As brasas da Forja

Saudações a todos que ainda visualizam o ForjaRPG, mesmo que, ainda de vez em quando. Após uma boa “esticada”, fortalecendo o blog, o mesmo caiu em um limbo produtivo, em virtude do afastamento dos autores. Enquanto o Pedro Leone iniciou/retomou/sei lá seus estudos, necessitando de tempo e inspiração para escrever, eu me mudei para além da muralha, no Estado ilha do Amapá, o que desestruturou tremendamente tudo o que eu havia planejado para o blog. A boa notícia é que aqui tem grupos de RPG, tem grupo(s?) de jogos de tabuleiro e existe dentro da Instituição que estou lecionando, um projeto voltado para a área de jogos, o que, muito em breve, me trará de volta ao circuito. Embora os blogs que continuam publicando sejam mais do que suficientes para falar (muito bem) e divulgar o hobbie, é minha pretensão retornar ao time de blogueiros o que vai até justificar a minha participação em eventos (mais uma justificativa é claro). Contudo, devido as diversas mudanças que houveram ao longo dos anos, a proposta é fazer um reboot no blog, reinicializando-o com cara nova e uma proposta mais diversificada. Brasas sempre permanecem acesas, basta um pequeno sopro para reavivar a chama.

Leia Mais →

Adaptação de Dark Sun para Dungeon World

Há algumas semanas venho traduzindo junto com a ajuda do Rey “Ooze” e do Henrique Andrade uma série de material que encontrei pela internet, principalmente da comunidade gringa do Dungeon World no Google+.  A maior parte das traduções já está terminada, ainda estão faltando os monstros, mas você já pode utilizar as classes adaptadas para Dark Sun e também as novas classes do Gladiador, Templário e claro o Psiônico. Então clique na imagem abaixo para acessar: O documento está aberto para comentários, então você pode dar sugestões e críticas diretamente no documento. Abraço e boas aventuras!

Leia Mais →

Vôo de Galinha

Infelizmente, o que parecia um glorioso retorno às minhas atividades RPGísticas se provou ser um verdadeiro vôo de galinha. Por diversas questões pessoais de todos do grupo, percebi que seria impossível marcar jogo com qualquer tipo de regularidade.  Livros guardados na estante e dados colocados na gaveta, é uma pena que mais uma vez não foi possível jogar. A alternativa seria buscar algum tipo de jogo online, mas eu considero a experiência de jogar por Hangout/Fantasy Grounds/Roll20 infinitamente inferior à coisa de verdade. É como um simulacro – só é divertido pois você se lembra do quanto é legal jogar face a face.  Sem grupo e sem previsão de jogar novamente, irei me afastar do ForjaRPG mais uma vez. Um grande abraço a todos e nos vemos pelo aBoard Games.

Leia Mais →

Amnésia para novos jogadores

Você abre os olhos e enxerga um teto baixo, de onde teias de aranha pendem. Por um instante você pensa ter visto uma capturando uma mosca que parecia passar por ali, mas foi só impressão. Quando se vira, percebe que está em um catre no chão, e do lado direito, sobre uma mesa, tem um jarro e uma caneca de barro. Do lado esquerdo há um portal, coberto por um tecido semitransparente e a sua frente, uma janela aberta, por onde passam raios de sol. O mundo está em silêncio, exceto pelo pulsar de seu coração e isso o deixa ainda mais apreensivo, principalmente por “onde estou” não ser tão premente quanto “quem sou eu?”  Imaginei esta cena como introdução de uma aventura para não jogadores de RPG. A ideia parece simples e eu espero testá-la algum dia. Os personagens acordam com amnésia, sem nenhuma noção de onde estão e porque estão onde estão e todo o processo de descoberta, caberá em grande parte a eles, que minimamente orientados norteiam, entre outras coisas, que estilo de jogo desejam jogar. A princípio, a abordagem foi pensada para narrar o Basic Roleplaying System, que por ser genérico, conseguiria enquadrar qualquer ambientação que os jogadores pudessem propor sem nenhuma alteração nas regras. A ficha seria preenchida aos poucos, a medida que a narrativa fosse se desenvolvendo e os jogadores fossem conhecendo e deixando que seus personagens fossem conhecidos, com seus atributos/perícias sendo preenchidas […]

Leia Mais →

Numenéra by Monte Cook [3] – Classes

Continuando a leitura do Numenéra, chego a descrição das classes, que começa com o desenvolvimento de uma sentença que descreverá o personagem. A sentença é escrita na forma: Eu sou um [insira um adjetivo] [insira um substantivo] que [insira um verbo]. Na sentença, o adjetivo é chamado de descritor, o substantivo é o tipo (classe de personagem) e o verbo é o focus do personagem. Em Numenéra existem apenas três classes, ou tipos de personagens: glaive, nano e jack. A princípio considerei este número muito pequeno, no entanto, cada uma das classes está muito bem representada. Os glaives são os guerreiros, que podem valer-se de sua força ou rapidez para realizar suas proezas. Os nanos são os magos, feiticeiros, etc., que manipulam as forças invisíveis (nano robôs) para criarem feitos fantásticos. Os jacks são os faz tudo do cenário e são equivalentes aos ladrões de outros rpgs.  Cada uma das classes possui uma distribuição inicial particular de seus valores de atributos (might, speed e intelect), além de mais seis pontos que podem ser distribuídos da maneira que o jogador desejar. Na descrição de cada uma das classes, também é fornecido os valores de effort, características especiais (edges), número máximo de cyphers que o personagem pode carregar sem gerar efeitos desagradáveis, entre outras informações, como as habilidades ganhas em cada nível. Com o substantivo escolhido – que é a base do personagem – passamos para a escolha do adjetivo, ou descritor. O descritor é escolhido […]

Leia Mais →

Pathfinder card game – round 2

Ontem foi a mesa pela segunda vez, no encontro semanal do Grupo Eita Piula, o card game Pathfinder. A primeira vez que jogamos, estiveram a mesa quatro jogadores, um dos quais não gostou do jogo, o que não favoreceu a experiência. Em nossa segunda tentativa, o jogo fluiu mais rápido, embora seja demorada a distribuição das cartas e formação dos decks das áreas. O jogo possui momentos de grande tensão, principalmente quando se tem muitas cartas descartadas e você não consegue trazê-las para a sua pilha de cartas, que também representam os seus pontos de vida.O grande desafio de colocá-lo novamente na mesa, era tentar vencer a aventura introdutória, o que só foi possível faltando três turnos para acabar o jogo, que possui um contador de rodadas.Analisando-o melhor, o Pathfinder é um jogo que eu não compraria, mas não porque ele seja ruim, mas porque é necessário um grupo que realmente tenha interesse pelo estilo de jogo. Eu diria que o grupo que joga Pathfinder tem que ter tanto compromisso quanto um grupo que joga uma campanha regular de RPG, sendo muito diferente de card games como Dominion.Como eu sei que não disponho de um grupo assim na atualidade, ele não entra na minha wishlist, mas apenas por esta razão.

Leia Mais →

Numenéra by Monte Cook [2] – Atributos

Criação de Personagens Os personagens possuem três atributos: Might, Speed e Intelect. Estas são categorias amplas que cobrem diversos aspectos correlacionados. Por exemplo, Might define quão forte e resistente um personagem. Ações que se baseiam em Might envolvem forçar portas, caminhar durante dias ou resistir a doenças. Cada um dos três atributos possuem duas características ligadas a eles: Pool e Edge.  Pool é a medida básica do atributo e pode ser reduzida quando o personagem é ferido (dependendo do tipo de ferimento), adoece ou é atacado. A natureza do ataque determina qual atributo será reduzido (Might, Speed ou Intelect). Edge mede a redução no custo de pontos gastos do Pool para ativar determinados poderes, por exemplo:  Vellethel lança um ataque mental contra um inimigo. O custo de ativação do ataque é de 1 ponto de Intelecto, subtraído do Pool. Como Vellethel possui um Intelect Edge igual a 1, a ativação do poder é feita ao custo de zero pontos. Uma terceira característica relacionada aos atributos é o Effort. Quando o personagem precisa realizar algo desesperadamente, ele pode gastar 3 pontos do Pool e reduzir em um nível a dificuldade da jogada. Mais de um nível de Effort, mas cada nível além do primeiro, custa 2 pontos a mais, ou invés de três. Dessa forma, para reduzir o nível de dificuldade em dois passos, o personagem gastaria 5 pontos do Pool ao invés de 6. Cada personagem possui uma contagem de Effort, que determina […]

Leia Mais →

Numenéra by Monte Cook

Comecei ontem a leitura do Numenéra, do Monte Cook, a princípio para matar uma curiosidade crescente por ter ouvido falar do livro, mas não do sistema. As ilustrações do livro são belíssimas e extremamente inspiradoras e me fazem lembrar universos fantásticos de jogos como The Last Remnant e embora nunca os tenha jogado, algo de Final Fantasy, mas na melhor analogia possível. Logo no começo, Monte Cook fala sobre o sonho de publicar um cenário com as características de Numenéra e a dificuldade em fazê-lo. Um sonho que levou 20 anos para sair da ideia para o papel, mostrando que ideias precisam de tempo para serem amadurecidas. The Amber Monolith é um conto que introduz o leitor ao mundo de Numenéra e me deixou muito curioso para continuar lendo, afinal, a proposta é maravilhosa: um mundo com tecnologia extremamente avançada, que é confundida com magia e que ninguém domina realmente. As jogadas são feitas usando d20 e as dificuldades são baseadas em dificuldades, que variam de 1 a 10. Cada uma das classes de dificuldade possuem um número alvo, igual a 3 vezes o nível de dificuldade. Dessa forma, uma ação difícil (dificuldade 4), tem um número alvo 12, ou seja, o jogador precisa obter 12 ou mais em uma jogada de d20 para ser bem sucedido. Perícias, equipamentos e “esforços” podem reduzir o nível de dificuldade em até dois passos cada um, totalizando uma redução total de seis passos. […]

Leia Mais →

O deus que rasteja

The God that Crawls é uma aventura para Lamentations of the Flame Princess, escrita por James Edward Raggi IV, ilustrada por Jason Rainville e com cartografia de Devin Night. A proposta do James Raggi é simples, mostrar aos jogadores que nem toda masmorra pode ser explorada no ritmo deles e muito menos a vitória em um combate é uma questão apenas de preparação e curas na hora certa. É uma aventura mortal se encarada com a abordagem usual dos jogadores.“Aventureiro é definido como alguém que procura por problemas. Aventura é definida como os problemas que os aventureiros procuram.”Esta aventura requer um ritmo mais rápido, mais intenso, tanto da parte dos jogadores, quanto do narrador, e tem grandes chances de fazer jogadores e narradores suarem em suas cadeiras.Como qualquer produto de LotFP, esta aventura pode gerar um desconforto em pessoas que não consigam separar a ficção da realidade, por tratar de um tema cristão.Como eu já havia comentado nas redes sociais e aqui mesmo no blog, mesmo não jogando LotFP, ler o que o insano Raggi escreve é esclarecedor e ajuda narradores a tornar suas ambientações mais verossímeis, emprestando um sentimento real de terror, algumas vezes de forma até exagerada e escatológica, mas o mercado de RPG já provou que existe espaço para isso também.The God that Crawls consegue evocar um sentimento mais profundo, por ser ambientado em um cenário conhecido, e talvez bem explorado em várias ambientações medievais, enraizadas na Catedral […]

Leia Mais →

Fate: Aspectos e Ficção

Uma das coisas que mais gosto no Fate é sua simplicidade, tanto nas regras quanto em possibilidade de hacks. Se o material que você está tentando adaptar tem protagonistas pró-ativos, competentes e dramáticos, provavelmente funcionará muito bem no Fate. E um dos fatores que torna o Fate tão facilmente adaptável são os aspectos. Quer jogar cyberpunk? Crie um personagem Meio-Ciborgue da Coorporação XPTO e pronto, você já tem o pacote (quase) completo. Em apenas um aspecto de 4 palavras, você adquiriu características físicas, se tornou membro de uma organização, arrumou um patrono e alguns inimigos, talvez até uma reputação, boa ou ruim. E de quebra arrumou uma maneira de influenciar nos dados toda vez que for dramático e que fizer sentido com ser um meio-ciborgue. Quer entrar em uma sala que está pegando fogo? Certamente ter metade do seu corpo feito de aço vai ajudar nisso, você só precisa gastar um ponto de fate. Tudo isso sem gastar pontos de personagem, sem fazer contas malucas, sem se preocupar com vantagens/desvantagens. Os aspectos são a maneira que você como jogador diz que tipo de história você quer criar. A melhor maneira de pensar neles não é “como descrever meu personagem“, isso é apenas metade da história. O raciocínio completo é algo como “Se eu fosse escrever uma história sobre esse personagem, quais as coisas que eu preciso mencionar particularmente sobre ele?“. Robert Hanz utilizou um excelente exemplo na comunidade do Fate […]

Leia Mais →