Aventuras Marítimas – Parte 2

No primeiro artigo da série, trouxemos um pouco das regras para aventuras marítimas para Mythras. Na segunda parte da série sobre aventuras marítimas, vamos falar sobre os tipos de embarcações. Com informações extraídas diretamente do livro Of Ships and the Sea, publicado originalmente para AD&D 2nd Edition, a ideia é trazer elementos de aventuras marítimas para as regras do D&D 5ª Edição.

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O homem construiu ao longo dos anos, inúmeros tipos de embarcações marítimas. Desde simples canoas e jangadas, às deslumbrantes galés de mastro triplo. De forma geral, as embarcações podem ser classificadas em:

  • Costeiras
  • Marítimas
  • Fluviais

Embarcações Costeiras

Navios pertencentes a esta categoria não possuem espaço de carga ou quartos para a tripulação suficientes para sustentar longas viagens. Como resultado, estas embarcações precisam manter-se à vista da terra, ou no caso de embarcações auxiliares, como esquifes, manter-se à vista do navio principal.

Além disso, estas embarcações não foram construídos para suportar as forças poderosas e imprevisíveis do mar aberto. Apenas o mais talentoso marinheiro (ou mais tolo dentre eles), se atreveria a levar estes navios para o alto mar.

Alguns costeiros funcionam bem em rios e lagos.

Canoa

Muitas canoas são simplesmente troncos escavados, amaciado por queima ou imersão em água fervente. A madeira flexível, permite que o construtor force os lados, para que seja criada uma ampla seção transversal. Outras canoas consistem de armações leves cobertas com peles, cascas, ou outros materiais flexíveis. As canoas variam em tamanho de 1,8 m até 24 m. O tamanho médio, porém, é de cerca de 3 m de proa a popa.

A canoa é uma embarcação extremamente versátil, utilizada em águas costeiras, além de rios e lagos. Devido às suas larguras (denominada boca) relativamente estreitas, as canoas não possuem a estabilidade necessária para viagens em alto mar. Uma canoa média, transporta 2 pessoas e até 250 kg de equipamento. A capacidade de tripulação da canoa aumenta em um, e sua capacidade de carga em 25 kg para cada 1,5 m de comprimento acima dos 3 m. Sendo assim, uma canoa com 6 m, poderia comportar quatro tripulantes e 300 kg de carga.

Navio de carga

Este navio, também chamado de navio redondo, circundam a costa enquanto transportam bens de comércio. Os navios de carga tem de 18 m a 21 m, com 7,5 m de largura. Ele tem dois mastros e velas triangulares. Os navios de carga não são muito velozes, mas eles podem transportar aproximadamente 100 toneladas de carga, e de 20 a 30 tripulantes. Visando o lucro, no entanto, muitos mercadores limitam sua tripulação ao mínimo possível. Estes navios também possuem um pequeno castelo de popa que proporciona proteção limitada contra condições climáticas adversas.

Curragh

A curragh é uma embarcação primitiva feita de pele esticada sobre uma armação de madeira e vime. As curraghs ostentam um único mastro, com vela quadrada; no entanto, esta embarcação é propelida principalmente por remos. A embarcação tem normalmente 6 m de comprimento, e transportam não mais do que 6 a 8 tripulantes e 5 toneladas de equipamento. A curragh não é excepcionalmente navegável, e fica bem à vista da costa.

Dromon

Esta galé é a maior das galés utilizadas pelos Bizantinos como corredores costeiros. O dromond é extremamente longo (entre 39 m a 52,5 m) e estreito, com uma boca de apenas 4,5 m. Além disso, a embarcação ostenta dois mastros com velas triangulares – embora o seu verdadeiro poder de propulsão venha de duas filas de 25 remos em cada lado do navio.

Dromonds podem transportar uma respeitada quantidade de carga (entre 70 e 100 toneladas) e tripulação, de cerca de 200 homens. Durante tempos de guerra, estes navios podem transportar cerca de 100 guerreiros a mais, e castelos podem ser adicionados na polpa, proa e no meio do navio, que funcionam como plataformas de tiro para as tropas adicionais. Os dromonds também possuem um aríete afiado.

Contudo, os dromonds são embarcações muito poderosas e rápidas. Infelizmente, seu projeto esguio os tornam suscetíveis a tombamentos durante mau tempo. Por essa razão, dromonds normalmente navegam à vista da costa durante o dia, e da praia a noite.

Barco de pesca

Utilizado principalmente pelo povo rústico de vilas costeiras e cidades, os barcos de pesca representam os tipos mais comuns de navios encontrados próximos a áreas civilizadas.

Os barcos de pesca apresentam uma variedade de formas, embora todos compartilhem de um projeto básico. Um barco de pesca médio tem 9 m de proa a popa, e possui uma boca de aproximadamente 1,8 m. Além disso, muitos barcos de pesca possuem um único mastro pequeno para navegação.

Estas embarcações são razoavelmente estáveis. Um marinheiro habilidoso pode levar um barco pesqueiro em uma viagem curta em alto mar, uma vez que a embarcação possui capacidade para até 500 kg de carga e possui uma pequena área coberta no convés que pode ser usada como proteção. No entanto, os perigos envolvidos nesta aventura, normalmente mantém o barco de pesca próximo à costa.

Grande Galé

Esta embarcação é uma melhoria do dromond. A grande galé mede cerca de 39 m de proa a popa, e 6 m de boca. A maior parte da sua força se origina dos 140 remos. No entanto, três mastros suplementa a velocidade e manobrabilidade grande galé, sendo útil no comércio e mortal em combate.

Esta embarcação pode carregar uma tripulação de 150 homens e no máximo 150 toneladas de carga. Quando utilizada como um navio de guerra, a grande galé consegue transportar mais 150 homens e é equipada com um poderoso aríete.

Drakkar

O drakkar ou navio dragão, é o maior dos navios Vikings. Construído inicialmente para a guerra, o drakkar transporte uma tripulação entre 60 e 80 homens, com espaço adicional para 160 guerreiros. Embora ele possua apenas um mastro, a propulsão do navio vem dos remos – cada um manuseado por um único tripulante.

Devido ao seu grande comprimento (o navio se estende por cerca de 30 m), o drakkar não é particularmente navegável. De fato, o navio dragão frequentemente permanece próximo da costa onde ele pode reabastecer facilmente.

Knarr

O knarr é uma pequena embarcação de carga Viking, que varia de 15 m a 22,5 m de proa a popa, e 4,5 m a 6 m de boca. Esta embarcação possui um único mastro com vela quadrada. Em tempos de pouco vento, a tripulação pode remar da proa a popa, para conseguir mais velocidade.

O navio transporta entre 6 e 12 tripulantes, e aproximadamente 50 toneladas de carga. Diferente de outros navios de carga, o knarr pode fazer viagens em alto mar. Além disso, seu fundo plano faz com que ele seja útil em rios e estuários.

Penteconter

O navio é um tipo de galé com dois bancos de remos. Ele possui uma forquilha presa ao casco. A forquilha oca adiciona estabilidade e permite um segundo banco de remos no nível abaixo, do convés elevado.

O penteconter mede aproximadamente 18 m de proa a popa a transporta uma tripulação composta por 60 homens. O mastro se estende no meio do convés, ostentando uma vela quadrada. Em batalha, 50 guerreiros adicionais podem facilmente ficar no convés, disparando flechas contra navios hostis. Além disso, o penteconter transporta um aríete de ponta que fica abaixo do nível da água. Este aríete pode infligir grande dano em navios inimigos.

Esquife

Estes pequenos barcos funcionam como embarcações de trabalho em grandes embarcações ou portos. Muitos esquifes tem cerca de 4,8 m de comprimento e 1,5 m de largura. Ele transporta até quatro tripulantes e 250 kg de equipamento.

Por serem estreitos, os esquifes não são muito estáveis. Embora sejam capazes de realizar curtas viagens em alto mar, a ausência de aposentos para a tripulação, assim como a tendência de tombar ou inundar em más condições de tempo, faz com que essas viagens sejam perigosas.

Trireme

O trirreme é uma embarcação com cerca de 40,5 m, com três bancos de remos. O navio possui um único mastro (que pode ser baixado em tempo de guerra), um aríete destacável, e dois lemes de popa. A embarcação transporta cerca de 170 homens, embora pelo menos mais 30 guerreiros caibam no navio durante uma batalha.

Embora extremamente navegável, o trirreme não possui muito espaço para carga, de forma que a embarcação precisa ficar próximo da costa para reabastecimento.

Embarcações marítimas

Estes navios possuem espaço suficiente para carga e estabilidade para longas viagens marítimas. Entretanto, uma parte dessas embarcações permanecem próximas da costa, já que as forças da natureza conseguem danificar ou mesmo destruir qualquer embarcação.

Essas embarcações funcionam bem quando usados em mares internos, como no Mar Negro ou Mar Mediterrâneo, bem como para curtas viagens em alto mar.

Caravela

A caravela é um navio com dois ou três mastros utilizado no fim da idade média e começo da renascença. Esta embarcação representa o que há de mais avançado na tecnologia náutica nos cenários de fantasia.

O navio possui em média 21 m de comprimento e 6 m de largura, com vários castelos multi-níveis, na proa e popa. Pode transportar 30 a 40 tripulantes, e 200 toneladas de carga. De todas as embarcações marítimas, a caravela é a mais segura e confiável para grandes viagens no alto mar.

Coca

Esta embarcação é uma versão melhorada do navio de carga. Ela possui um único mastro com vela quadrada. O tamanho do navio varia entre 22,5 m a 27 m de proa a popa e possui boca de aproximadamente 6 m. Uma tripulação de 20 homens podem viajar confortavelmente nesta embarcação.

Uma coca também possui uma capacidade de carga considerável – 150 toneladas. Além disso, ele possui um único convés com amplos castelos de proa e popa – úteis como abrigo e para defesa.

A estabilidade e capacidade de carga deste navio, faz dele uma das mais versáteis embarcações de cenários medievais.

Navio Longo

Esta é a embarcação padrão usada pelos Vikings. Um navio longo mede entre 15 m e 22,5 de proa a popa, com uma boca de aproximadamente 6,6 m. Cada lado do navio possui entre 20 e 25 remos; um único mastro com uma vela quadrada fica no centro do navio.

Os navios longos podem transportar entre 40 e 50 tripulantes, além de 120 a 150 homens, normalmente guerreiros. Embora estes navios possam transportar carga, sua relativa baixa capacidade (50 toneladas) limita a sua eficiência no comércio.

Devido a sua vela, remos e formato geral, os navios longos são facilmente navegáveis. De fato, os Vikinks utilizam-no para cruzar os oceanos e invadir outras nações.

Canoa de Casco Duplo

Essas embarcações não são mais do que canoas com flutuadores colocados paralelamente ao casco para conferir maior estabilidade. Algumas versões desta embarcação usam um flutuador, enquanto outras dois. As embarcações com um flutuador não possuem a mesma navegabilidade daqueles com dois, mas são mais rápidos.

O tamanho média delas é de 9 m, com boca de 4,8 m – embora canoas maiores, consistindo de várias canoas conectadas por uma plataforma retangular, possam atingir 24 m. Uma canoa de tamanho médio, transporta 6 tripulantes, mais 250 kg de carga. As maiores conseguem transportar facilmente 20 tripulantes e quase 5 toneladas de carga. Todas as canoas possuem um único mastro. Em ocasiões sem vento, é possível utilizar remos para propelir a embarcação.

Essas canoas são facilmente navegáveis, embora de construção simples. As versões maiores podem facilmente realizar uma viagem transoceânica.

 

Sohar

O sohar é um navio mercante do Oriente Médio. Com 27 m, possui três mastros, um castelo de proa, e acomodações para 20 tripulantes. Além disso, o sohar pode transportar 100 toneladas de carga e suprimentos – mais do que suficiente para cobrir uma longa viagem em alto mar.

A estabilidade e navegabilidade do sohar, aliada a sua taxa de movimento faz dele uma excelente embarcação para o comércio e a guerra. Os aventureiros certamente encontrarão estes navios em culturas Árabes e áreas de intenso comércio.

Embarcações fluviais

Estas embarcações viajam principalmente em águas interiores, como rios, lagos e portos. Embarcações fluviais não são excepcionalmente navegáveis, embora marinheiros habilidosos, possam fazer viagens limitadas em cursos maiores.

Barco de Quilha

O barco de quilha é uma pequena embarcação fluvial concebida para transportar passageiros ao longo de rotas fluviais. Possuem geralmente 6 m de comprimento e 1,8 m de boca. Podem carregar 6 passageiros e seus equipamentos, bem como um tripulante.

Jangada

Uma jangada é uma embarcação simples, construída com toras de madeira amarradas para formar uma plataforma. Esta embarcação normalmente serve como transporte fluvial, uma vez que ele consegue vencer facilmente a correnteza. Elas podem variar de 1,5 m a 12 m de comprimento. As jangadas podem transportar até 3 toneladas para cada 3 m de comprimento. Dessa forma, uma jangada de 12 m pode transportar 12 toneladas de carga.

Características das embarcações

As Tabelas 1 e 2 detalham as características de cada navio encontrado no jogo de D&D. As estatísticas apresentadas são para as versões mais comuns dessas embarcações. Variações individuais podem ocorrer, de acordo com o mestre do jogo.

Tabela 1. Tipos de embarcações.

Calado: é a profundidade mínima de água necessária para que a embarcação flutue. Um navio com 90 cm de calado, necessitará de pelo menos 90 cm de água onde flutuar; se não dispuser desta profundidade mínima, ele encalhará.

Comprimento: representa um tamanho médio da embarcação da proa a popa.

Boca: é a medida da largura da embarcação, no seu ponto mais afastado. Um navio com boca de 4,5 m, possui 4,5 m de largura em seu ponto mais extenso.

Custo: representa a quantidade total de dinheiro necessário para comprar um navio, ou os requisitos necessários de material e mão de obra qualificada para construí-lo.

Tempo de construção: é o tempo necessário para construir um navio do começo ao fim, assumindo que se tenha os materiais necessários, mão de obra, e oficina.

Tabela 2. Características das embarcações.

Movimento: detalha a velocidade das embarcações em metros por rodada de combate. Por exemplo, uma canoa viaja a uma taxa de 6 metros por rodada.

Os números separados por barras representam as velocidades das embarcações propelidos por velas e remos. O primeiro número representa seu movimento com ambos. O segundo número indica o movimento apenas com velas, e o terceiro número apenas com remos. Por exemplo, uma grande galé movendo-se com vela e remo tem uma taxa de movimento de 18 metros por rodada. O mesmo navio diminui para uma taxa de movimento de 6 m/rod quando propelido apenas por velas, ou 12 m/rod se propelido apenas por remos.

Navegabilidade: representa a estabilidade e durabilidade de uma embarcação. Quanto maior o número, mas confiável é a embarcação em condições adversas.

Perseguição: representa a habilidade da embarcação de usar a sua velocidade para perseguir ou evitar embarcações inimigas. O valor de perseguição entra em jogo durante a fase de manobra de um combate entre navios, quando a distância entre os navios e grande o suficiente para que manobras sutis não surtam efeito.

Capacidade de manobra: representa a manobrabilidade geral de cada embarcação. Essa estatística entra em jogo da fase de manobra de combates náuticos, quando as embarcações estão muito próximas.

Embarcações propelidas tanto por velas quanto por remos, tem dois valores. O primeiro (e menor) número, representa a capacidade de manobra quando a embarcação está sendo propelida por velas, mesmo quando os remos também estejam sendo usados. O segundo número representa a capacidade de manobra quando usando apenas remos.

Tamanho: indica o comprimento médio e a tonelagem de cada embarcação de acordo com a seguinte progressão:

  • P – Pequeno. 1,5 a 5,7 m de comprimento;
  • M – Médio. 6,0 a 17,7 m de comprimento;
  • G – Grande. 18,0 m a 30 m de comprimento;
  • MG – Muito Grande. mais de 30 m de comprimento.

Tripulação: representa o número de marinheiros e remadores a bordo da embarcação. O primeiro número representa o número máximo de tripulantes que a embarcação pode transportar, assim como o número máximo de membros da tripulação que podem trabalhar em uma embarcação, sem se atrapalharem. Dessa forma, até 60 tripulantes podem trabalhar em um penteconter de uma vez. Note que navios com aposentos para marinheiros podem substituir adicionais tripulantes por estes. Estes tripulantes extras não podem ajudar a operar o navio; no entanto, eles podem substituir marinheiros cansados ou feridos da tripulação ativa, dessa forma proporcionando um núcleo de marinheiros descansados, durante uma longa viagem ou combate mortal.

A tripulação complementar máxima inclui o capitão do navio, um oficial para cada 10 marinheiros, ou 20 remadores. Por exemplo, a tripulação complementar de uma caravela consiste de 40 marinheiros, mais um capitão e quatro oficiais.

O segundo número na coluna representa o número médio de tripulantes necessários para operar a embarcação.

O terceiro número da coluna representa o número mínimo absoluto necessário para operar a embarcação. Se o navio tiver menos do que esse número de tripulantes a bordo, ela estará incapacitada.

Operar com um número menor do que a média de tripulantes, mas pelo menos com o mínimo (equipe reduzida) necessário para gerir o navio, geram grandes obstáculos. Primeiro, um navio operado por uma equipe reduzida não pode tentar aumentar a sua taxa de velocidade, como é possível fazer para embarcações operando com todos os componentes da tripulação. Em segundo lugar, estes navios se movem a apenas 2/3 de sua velocidade normal. Em terceiro lugar, navios operando com equipe reduzida sofrem uma penalidade de -2 nos testes de Navegabilidade e -2 nas jogadas de capacidade de manobra perseguição em combate, embora os valores destas características não possa ser inferior a 1d6, enquanto ele estiver operando com equipe reduzida.

Em uma situação que não envolva combate, a equipe reduzida pode reduzir a redução na taxa de movimentação, e as penalidades fazendo jogadas de moral. A jogada de moral representa a habilidade da tripulação em trabalhar mais duro e por mais tempo, devido a escassez de ajudantes. Uma jogada de moral bem sucedida não permite que a embarcação com equipe reduzida aumente a sua velocidade. Igualmente, o entusiasmo não é substituto para uma tripulação completa em combate, quando cada mão é necessária para manter as tarefas sendo realizadas – uma embarcação seguindo para o combate com uma equipe reduzida sempre sofre penalidades no movimento e na capacidade de manobra. Uma tripulação pode fazer uma jogada de moral por dia, e seus efeitos duram o dia inteiro.

Sempre que a tripulação tentar evitar as penalidades por equipe reduzida, seu valor de moral diminui em um, independente da tentativa ser bem sucedida ou não. Essa redução representa a exaustão e persiste até que a embarcação encontre um porto ou ancore. A moral da tripulação se recupera a taxa de um ponto por dia de descanso completo. Uma vez que a moral seja restabelecida ao seu valor normal, maior tempo de descanso não implicará em ampliação do valor da moral.

Se a tripulação for reduzida a menos do que o mínimo necessário, a taxa de movimento do navio cai para 30 m/rod – a embarcação estará a deriva, seguindo as correntes e os ventos. Em combate, a embarcação não pode fazer testes de perseguição. A capacidade de manobra cai para 1d4, e o navio não pode tentar bater com aríete, embarcar ou escapar.

Passageiros: indica o número total de pessoas extras (pessoas que não se envolvem com a operação do navio), que o navio pode transportar. Se o navio transporta marinos, eles ocupam o espaço de passageiros.

Marinos são todo tripulante ou passageiro que pode participar de um combate, mas que não serve como oficial, marinheiro u remador.

Capacidade de carga: representa a quantidade total de carga da embarcação. Os navios normalmente possuem uma forma de compartimento de carga para proteger suas mercadorias – embora em muitas embarcações a carga fique na popa e nos castelos dianteiros, ou simplesmente amarrados no convés. Reduzindo a capacidade de carga, o navio aumenta a capacidade de tripulantes. Como uma regra geral, navios podem substituir um passageiro para cada redução de 1 ton de carga.

Dessa forma, se uma grande galé esvaziar sua carga (capacidade de carga de 150 ton), ele poderia levar mais 150 passageiros. Note que estes passageiros não teriam nenhum tipo de aposentos. Eles ficarão amontoados desconfortavelmente no porão do navio, em barracas improvisadas. Devido a limitação de espaço a bordo de um navio, esses passageiros extras não podem sobreviver a longas viagens e nem podem participar ativamente em ações de combate. Por outro lado, estando no porão, estes passageiros ficam protegidos da destruição do combate.

No próximo artigo da série, falaremos sobre o Viagens Náuticas, adaptando regras do AD&D 2ª Edição para o D&D 5ª Edição.

Categorias: Jogos de RPG

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6 comentários »

  1. Caramba quanta informação…
    Não sabia que existir tipos de embarcações, quero dizer, não conhecia tanto nomes, e como funcionavam em si, é um excelente Xp, tenho reler de novo pra me mais entendimento…
    Valeu pelo Xp…

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    • Saudações, Alan.
      Esse é apenas um pequeno levantamento de embarcações, apresentados no livro Of Ships and the Sea, de AD&D 2ª Edição.
      Teremos mais coisa sendo publicada, e como falei, respondendo ao Dan Ramos, essa ideia vai render algumas coisas que acredito, algumas pessoas vão gostar (nem que seja eu e algum outro leitor).

      Curtido por 1 pessoa

    • Sempre muito bom tê-lo por aqui, Dan.
      Algumas ideias estão se materializando com essa série, que começou com a solicitação de estudante que trabalha comigo.
      Essa semana que passou foi suficiente cansativa e cheia de trabalho, a ponto de me impedir de ter postado mais algumas atualizações da série, que agora terá pelo menos cinco artigos.

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