Mythras #01 – Terra de Ninguém

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Na última terça-feira, dia 16 de maio, aconteceu na Magic Mountain Geek Store, em Macapá/AP, a segunda sessão da campanha Mythras – Terra de Ninguém, ambientada nas terras de Velen, do jogo The Witcher.

Confiram abaixo o que aconteceu nesta sessão.


Compareceram a sessão:

  • Michel (Baruk, o mateiro)
  • Valdir (Oberan, o mercenário)
  • Luccas (Algor, o cavaleiro da Rosa Flamejante)
  • Carlos (Atalafer, o sobrinho do Barão Sanguinário)

Iniciamos a sessão com um pequeno atraso, mas com empolgação, o que para mim, é o que realmente conta. Fiz uma retrospectiva da sessão anterior e expliquei alguns pontos do sistema, antes que outros jogadores chegassem e então atravessamos o portal para Velen, Terra de Ninguém.

Após controlado o incêndio no estábulo, a maioria se recolheu, esperando que a manhã trouxesse algumas novidades.

Oberan ficou com uma pulga atrás da orelha e tão logo acordou, deu uma volta pelo pátio próximo ao estábulo incendiado e tentou puxar conversa com o tenente, que o orientou a não perguntar muito. Para ele, se o barão era o dono do lugar, ele tinha direito de destruir o que bem entendesse. O guerreiro se ofereceu para ajudar na remoção dos escombros.

Baruk tomava o desjejum quando um soldado veio convocá-lo, dizendo que o Barão exigira a sua presença no jardim próximo aos estábulos e o escoltou até lá, onde o barão o esperava, bebendo de uma garrafa de rum, ao lado de seu sobrinho, Atalafer e do cavaleiro da Rosa Flamejante, Algor.

Após um silêncio desconfortável, o barão informou que sua esposa e filha desapareceram na noite anterior, antes dos estábulos serem queimados. Ele pergunta quanto o mateiro deseja para trazê-las, mas não oferece mais informações. Baruk pondera e fala em dez mil florins, mas o barão acha o valor muito alto e saltando do banco esbraveja:

Achas que estou cagando florins, mateiro?

Após uma breve negociação, eles fecham em dois mil florins a recompensa e o barão diz que Atalafer e Algor irão com ele. “Um tem que provar o seu valor e o outro veio aqui pela minha filha, então que eles sirvam para alguma coisa e o ajudem!”

Ele também diz que ele pode se servir de outros homens que achar necessário para a busca, mas que ela traga resultados. Bons resultados.

Algor então procura Oberan e após se prepararem e pegarem cavalos, partem em busca da esposa e filha do barão.

Entrada da fortaleza do Poleiro do Corvo

Tão logo cruzaram a ponte sobre o rio, logo após saírem da fortaleza do Poleiro do Corvo, Baruk colocou suas habilidades de mateiro em prática e encontrou marcas bem visíveis e fáceis de rastrear de dois cavalos à galope e carregando pouco peso. Seguiram o rastro durante toda a manhã e tarde e chegaram em um determinado local, próximo de uma floresta, uma a trilha ficava confusa.

O jogador obteve um crítico em sua jogada de rastrear, uma jogada que tem como consequência a possibilidade de que toda a trilha seja seguida, sem a necessidade de novas jogadas, algo que acho muito interessante e facilita a narração, pois não há necessidade de várias jogadas ao longo da caçada.

Velen. Terra de Ninguém.

Havia um cavalo morto e árvores caídas próximas da trilha, levando a crer que uma criatura muito grande saiu da floresta, atacou o cavalo e retornou para a floresta. As marcas no cavalo não foram suficientes para determinar qual criatura fez aquilo, mas pertenciam a uma criatura com garras e muito grande.

O outro cavalo não estava ali e não havia sinais de que a criatura o tivesse atacado, só restava saber se as duas mulheres conseguiram se salvar, o que parecia muito provável uma vez que não haviam marcas de sangue humano na área.

O grupo continuou o caminho até chegarem a um local onde a trilha se confundia devido intenso tráfego. A distância, eles conseguiram visualizar três casebres junto ao rio. Apenas um dos casebres parecia iluminado e então aproximaram-se. Atalafer reconheceu o local como pertencente a Joshua, um pescador próximo de sua família.

Um garoto brincava no alpendre e quando se aproximaram, Atalafer mandou que o menino fosse chamar o seu pai. O menino entrou e seu pai saiu, fechando a porta atrás de si e forçando a vista em uma tentativa de reconhecer os cavaleiros que batiam a sua porta. Ele cumprimentou o grupo. dirigindo-se de forma mais respeitosa a Atalafer depois que o reconheceu.

O guerreiro perguntou se ele não vira sua tia e prima passarem por ali e o pescador disse que não. O cavaleiro então pediu pousada e o pescador, desculpando-se por não poder oferecer algo melhor, ofereceu o espaço de outras choupanas para que eles ficassem. Quando aceitaram, ele e sua esposa saíram para arrumar espaço e catres para que os cavaleiros pudessem ficar em uma das choupanas utilizadas como depósito.

Enquanto a choupana era limpa, Atalafer perguntou novamente se ele não as havia visto. A esposa do pescador deu-lhe um olhar suspeito e Atalafer pediu para conversarem a sós. Ele explicou que Ana havia muito, sofria de abusos do barão e que Tamara não aguentava mais, implorando para que elas fossem embora. Ele contou ainda que quando recebeu o pedido de ajuda de Ana, ficou sem saber o que fazer. De um lado temia a fúria do barão e do outro, ser ingrato com a mulher que sempre o ajudou e a sua família.

O cavaleiro disse que ele deveria ter muito cuidado e que não mentisse para ele, pois ele tinha um filho. O pescador olhou bem nos olhos do cavaleiro e lhe disse que foi justamente por pensar no seu filho que acabou ajudando a baronesa. Ela estava grávida e durante um espancamento, perdeu a criança e isso a fez apressar os planos de fugir. Tamara contou que quando passavam perto da floresta, alguma coisa saiu rapidamente, atacou o cavalo e levou sua mãe. Ele não conseguiu fazer nada e achando que a mãe pereceu, continuou o caminho. Ela não gosta nem um pouco do pai e o culpa pela morte da mãe e disse que iria para Oxenfurt e pegou um barco que saiu algumas horas atrás.

Atalafer decide ir também para Oxenfurt, mas fica sabendo que um outro barco somente daqui a uns três dias. Oberan vai falar com o pescador e o ameaça, dizendo que poderá falar tudo para o barão, caso o homem não seja sincero com ele. A única informação nova que o pescador acrescenta a história, é de ter lembrado que Tamara viu a mão da mãe brilhar e de não conseguir mover-se quando a criatura a atacou.

Baruk saiu da cabana e foi dar uma volta próximo da floresta. Após distanciar-se um pouco da cabana ele começa a ouvir o som de um sineta e aproximando-se do som, reconhecer uma cabra branca pastando por ali. Ele vê ao redor, tentando encontrar em meio a escuridão e aproxima-se do bicho e logo escuta alguém chamar “Helena”. Um velho de aparência estranha, surge a uma certa distância e pede que ele leve “Helena” até ele.

Um velho misterioso.

Com receio, o mateiro atende ao pedido, perguntando quem é o velho. Ele diz que se chama “Pai da Floresta” e fica parado, esperando a reação do mateiro, que leva a cabra até ele. O velho estende sua mão em agradecimento e mesmo com receito, Baruk faz o mesmo. Quando se tocam, o velho lança sua cabeça para trás e seus olhos rodam nas órbitas e ele diz:

“O que procuras não encontrarás.
É no Poleiro do Corvo que o perigo se encontra,
Pois o que morreu, há de se levantar.”

Rapidamente ele volta ao normal e parecendo que nada aconteceu, sai pela floresta segurando Helena e deixando um mateiro preocupado.

Mais tarde, todos vão dormir e Atalafer fica de guarda. Ninguém se sente confortável durante a noite, com sonhos estranhos e um sentimento terrível de antecipação. Por diversas vezes Atalafer escuta um estranho arranhar na porta e várias vezes ele se levanta para ver o que é, mas quando abre a porta nunca encontra ninguém, nem sinal de que alguém ou alguma coisa esteve ali.

Ele pede que Baruk o siga na vigília, mas quem fica é Algor, que também escuta várias vezes o arranhar na porta.

Ao amanhecer, o guerreiro vai dar uma volta próximo do rio e vê duas criaturas a uma certa distância, chapinhando próximo dos restos de um barco. Ele reconhece as criaturas como sendo afogadores, necrófagos que se não forem destruídos, podem trazer algum problema para o pescador e sua família. Ele chama os outros e partem para o combate.

Afogadores. Perigosos necrófagos.

Baruk e Atalafer ficam a distância. O primeiro verga o arco, mas a corda salta da arma, inutilizando-a até que ele tenha tempo para consertá-lo. Atalafer mira seu ataque. Oberan e Algor partem para um combate próximo.

Oberan consegue desferir um golpe na cabeça de uma das criaturas, mas o golpe causa apenas um ferimento superficial. Algor erra os golpes desferidos, mas consegue manter a distância.

Sem o arco, Baruk aproxima-se e desfere um golpe, arrancando uma perna da criatura e deixando-a incapacitada. Atalafer acerta o golpe, mas causa um ferimento superficial. Baruk finaliza o segundo afogador com um golpe que arranca seu braço, deixando-o também incapacitado e prontos para serem finalizados.

O combate, como tenho dito, foi rápido e brutal. Os jogadores não tiveram muita dificuldade com o combate e o Carlos comentou sobre a elegância da jogada do d20 após a jogada de ataque, para determinar o local aonde o golpe acertou e a brutalidade do combate foi sentida no desmembramento dos adversários. Nenhum jogador usou pontos de sorte, que poderiam ser utilizados para salvá-los de uma situação mais perigosa, como uma jogada muito bem sucedida dos adversários.

Atalafer e Baruk, cuidadosamente conseguem extrair o cérebro dos dois, sangue e suas línguas, ingredientes alquímicos que podem ser utilizados ou vendidos ao comerciante.


Existe uma grande possibilidade de eu ter esquecido de adicionar algum detalhe e se o tiver feito, peço aos jogadores que me desculpem e se possível, deixem um comentário para que eu possa fazer as correções.

No mais, muito obrigado por esta divertidíssima sessão e até a próxima.

6 comentários

  1. Ficou muito bom, professor. Foi muito empolgante a sessão, já estou na expectativa pra próxima.
    Só umas pequenas observações como o sr pediu: Meu nome é Luccas, com dois c mesmo; no momento da vigília na cabana foi Algor quem ficou após Atalafer se retirar; e só faltou ajeitar o nome do personagem no combate contra os afogadores.
    No mais, está muito bom, muito boas as ilustrações, se o sr puder colocar o mapa também.
    Obrigado, até a próxima sessão.

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    1. Saudações, Luccas.

      As correções já foram feitas. Muito obrigado pelos comentários e pela participação na mesa. Espero que ao final desta mini campanha eu consiga atender as expectativas de todos: divertir-se muito.

      Até a próxima.

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  2. Fale Franciolli, depois de ser aparentemente indigesto na hora de criar os personagens, o sistema se mostrou bem dinâmico e simples no roleplay. Quanto ao report da segunda sessão,
    acho que nessa parte aqui “Ele não conseguiu fazer nada e achando que a mãe pereceu, continuou o caminho. Ele não gosta nem um pouco do pai e o culpa pela morte da mãe e disse que iria para Oxenfurt e pegou um barco que saiu algumas horas atrás.” seria “ela”, não “ele”. E naquela parte após o Barão me contratar para o serviço (eu, Baruk), quem chamou o Alberan foi o Algor, não eu.

    Curtido por 1 pessoa

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