Minha trilha investigativa

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Saudações, operativos.

A série Arquivos X foi um marco na minha relação com a televisão e com os seriados, sendo o primeiro seriado, que eu efetivamente acompanhei.

Iniciado em 1993 e finalisado em 2002, ele inspirou muitos seriados (que eu considero) fantásticos, como Millennium (1996 a 1999) e Fringe (2008 a 2012) – que eu assisti – e True Detective (2014) – este ainda não vi sequer um episódio, mas foi muito recomendado.

Acredito que poucos RPGistas que tenham acompanhado esses seriados, em um momento ou outro, não tenham pensado em jogar aventuras naquele estilo, interpretando agentes especializados que lidam com ameaças sobrenaturais/alienígenas/etc., algo possível apenas (posso estar enganado e me corrijam se eu estiver) com o lançamento do GURPS Horror, publicado em pt-br pela Devir em 1995.

Embora o foco do GURPS Horror seja “descrever cenários de terror baseados nos melhores (e piores) filmes e livros do gênero” e não necessariamente aventuras investigativas, já foi possível sentir um gostinho dos seriados investigativos com este livro (pelo menos isso aconteceu com meu grupo).

Depois do GURPS Horror, outro RPG no qual exploramos aventuras investigativas, foi o Storyteller, com o suplemento Caçadores Caçados, lançado pela Devir em 1997.

A partir de 97, os livros em inglês começaram a fazer parta da minha biblioteca, mas eram, em sua quase totalidade relacionados a Idade Média ou ao Dungeons & Dragons, nada de RPGs investigativos, que na época, contava, provavelmente, com apenas um grande título, o famoso Call of Cthulhu – o qual nunca tive a oportunidade de por as mãos.

Em 2007, Robin D. Laws cria o RPG Esoterrorists, primeiro a utilizar o sistema GUMSHOE, que ficou conhecido no Brasil pela publicação do Rastro de Cthulhu (2010) pela Retropunk. O sistema apresenta uma proposta focal em aventuras investigativas, sendo desenvolvido com este propósito.

O Esoterrorists não chegou ao Brasil (ainda?), e já está na segunda edição, tendo sofrido algumas modificações e uma expansão no material que compunha a primeira edição.

Rastro de Cthulhu, assim como outros RPGs alinhados ao tema de literaturas específicas, formam um tipo de cenário que eu considero dificeis de narrar, pois exige conhecimento sobre o Mythos e sobre a época na qual as história são narradas – nenhuma nos tempos atuais – mas que devem render histórias memoráveis, sendo portanto, recomendado a utilização de aventuras (ou campanhas) publicadas.

Isso já não acontece com Esoterrorists, cuja ambientação atual não exige muito esforço do narrador para desenvolver os elementos para uma aventura.

Abra um jornal (ou assista um telejornal), encontre uma notícia bizzara (elas abundam hoje em dia), acrescente algum elemento da teoria da conspiração, um esoterrorista e pronto. E nem precisa ter um esoterrorista envolvido, afinal, nem todas as investigações dos operativos da OV são realmente casos de Esoterroristas.

Que a verdade ilume o seu caminho.

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