8 coisas que aprendi com o D&D Encounters

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O D&D Encounters começou em Março de 2010. Desde então eu tenho me aventurado na loja de jogos nas noites de quarta-feira depois do trabalho para jogar D&D. Eu comecei na primeira temporada como jogador. Nas temporadas 2-3 eu ainda estava jogando, mas já me sentia preparado para mestrar se fosse preciso. Quando a quarta temporada começou decidi me tornar mestre definitivamente. Agora, na quinta semana da sexta temporada, ainda estou mestrando e a todo vapor.

Antes do D&D Encounters começar  eu tinha experiência com jogos públicos de D&D, mas a experiência estava limitada ao Living Forgotten Realms e os D&D Game Days. Ambos apresentavam excelentes oportunidades para jogar D&D mas estas eram experiências bem diferentes das que eu experimentei mestrando D&D Encounters. O D&D Encounters é designado para ser uma porta de entrada para jogadores que não conhecem o D&D 4E. No entanto, ele também serve para jogadores experientes caso eles não possuam um grupo regular de jogo. Isso faz com que jogadores com os mais diferentes níveis de experiência em D&D se reunam.

No ultimo ano e meio eu tenho visto muita coisa enquanto participando do D&D Encounters – algumas boas, outras nem tanto. Eu gosto de pensar que no final, tudo que eu absorvi me tornou um mestre melhor e desenvolvi uma boa ideia do que é necessário para manter a aventura empolgante a cada semana.

Hoje vou compartilhar algumas coisas que aprendi mestrando aventuras do D&D Encounters. Muitas desses pensamentos em minha lista são de senso comum e tenho certeza que muitos mestres já fazem isso. No entanto, para os novos mestres aí fora uma lista como esta pode ser um bom lembrete do tipo de coisas que devem ser mantidas em mente quando mestrar suas aventuras semanais.

1. Divirta-se

Embora isso parece óbvio, ela é a regra mais importante. Não importa se é a sua primeira ou quinquagésima vez jogando D&D; minha meta como mestre é assegurar que você irá se divirtir. Eu sempre tento manter o clima ameno e o jogo interessante.

2. Ritmo

Quando você tem vários jogadores novos você tem que manter a ação. Isso pode ser difícil se você estiver narrando para muitas pessoas. Em uma temporada mestrei para oito jogadores toda semana. Existe uma série de coisas que o mestre pode fazer para manter o jogo fluindo. Toda dica ou atalho que você possa imaginar contribuirá para isso. Acredito que rolar o dano dos monstros antes da partida economiza um bom tempo.

Não importa o quão experiente ou preparado o mestre seja, os jogadores precisam fazer sua parte para manter o ritmo do jogo. Eu gosto de anunciar com antecedência quem é o próximo jogador na iniciativa para que o jogador pense sobre suas ações no turno. Quando o turno do jogador começa eu dou tempo para que ele execute sua ação, mas se ainda assim eles não tiverem ideia do que fazer, ofereço sugestões ou pergunto se ele não quer retardar a ação. Deixando claro que o atraso não é necessariamente uma coisa ruim, novos jogadores apreciam o tempo extra que tem para pensar.

3. Não se preocupe com as regras

Quando mestro para jogadores novatos ou jovens eu sou flexível com as regras. Existe hora e lugar para conhecer as especificidades das regras de D&D e as noites de quarta-feira durante o D&D Encounters não é o local para isso. É claro que os novos jogadores precisam de um entendimento geral sobre as regras, mas parar ou atrasar o jogo para explicar regras obscuras que não tem relevância no combate não é uma boa ideia.

4. Ofereça sugestões

A maioria dos novos jogadores pode não estar familiarizado com a mecânica da 4E. Se eles estão jogando com personagens prontos, provavelmente eles estarão vendo seus personagens pela primeira vez. Uma coisa boa sobre a Wizards não ter fornecido personagens prontos nas ultimas três temporadas é que agora eu consigo recriar todos os seis personagens de memória. Minha familiaridade com os personagens permite que eu ofereça sugestões aos jogadores se eles ficarem em dúvida sobre o que fazer em seu turno.

Existe uma tênue linha entre oferecer sugestões e jogar pelo personagem do jogador, então não seja tão dominador. Só por que o jogador escolhe uma ação que eu não escolheria se eu estivesse jogando com aquele personagem, isso não me dá o direito de repreender ou criticar sua decisão. Deixe-os aprender fazendo. Eles logo perceberão que deverão usar seus poderes por encontro mais cedo durante o combate.

5. Diga SIM

Durante minhas seções em casa, meus jogadores sabem claramente  o que seus personagens podem e não podem fazer, mesmo quando isso leva a coisas selvagens e loucas. Com o D&D Encounters eu tentei deixar tudo solto, não importando o quão fora do contexto estivesse a ideia. Eu gosto de encorajar criatividade e ações imaginativas. Deixar os personagens fazer coisas atípicas faz com que os jogadores aprendam que uma ação de ataque pode ser mais do que simples rolagem de dados. Eles se tornam mais imersos em seus personagens.

6. Encoraje a interpretação

Não existe dúvida de que o combate é o que leva a maior parte dos jogadores a jogar D&D. Afinal de contas, isso é divertido. Mas é importante balancear o combate com interpretação. Oferecer alguns desafios de perícias faz com que novos jogadores percebam que existe mais no jogo do que simples combate com monstros. Para isso eu procuro ajuda de jogadores mais experientes e deixo que eles liderem. Quando os novos jogadores veem jogadores veteranos interpretando seus personagens eles passam a ter uma ideia melhor do que fazer com seus personagens.

7. Todos jogam

Reunir um grupo de estranhos para jogar D&D, pode ser socialmente complicado para algumas pessoas. Como mestre eu encorajo todos a jogar e sentir que suas ideias são tão válidas quanto a de qualquer outro jogador. Se houver um ou dois jogadores dominantes (e normalmente mais experientes) na mesa eu me preocupo em não deixar que eles controlem o jogo e tomem todas as decisões. Discutir com um jogador pode ser difícil, mas é absolutamente necessário se você quer manter qualquer controle sobre a sua mesa.

É preciso encorajar todos a participar e lembrar aos jogadores dominantes que todos merecem atenção, na mesma medida que lhes é oferecida. Afinal de contas, este é um jogo de time cooperativo.

8. Peça sugestões

Perguntar o que os jogadores acharam no final da seção é uma forma interessante de melhorar suas habilidades como mestre. Se os jogadores sentirem que podem ser honestos com você eles ficarão mais aptos a fo
rnecer sugestões quando você pedir. Essas sugestões são a melhor forma de torna-lo um mestre melhor.

Nesta temporada eu estou gravando as minhas seções de D&D Encounters. Eu descobri que ouvir as seções me permite perceber coisas que eu deixei passar no meio da seção. É importante lembrar que todo mestre tem espaço para melhorar.

Vocês tem participado dos D&D Encounters? Acham que os encontros tem sido instrutivos para vocês como estão sendo para mim? Eu esqueci de algo óbvio? O que mais você adicionaria a essa lista?

//Texto Original: 8 Things I Learned at D&D Encounters
//Publicado em: Dungeon’s Master em 12 de setembro de 2011
//Autor: Ameron
//Tradução e Revisão: Franciolli Araújo

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