2º Trampolim no IFRN

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Hoje tivemos a segunda edição do Trampolim no IFRN, um evento mensal que entrou na agenda de eventos culturais do Campus Avançado Cidade Alta do IFRN [Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN]. Como não “investimos” em divulgação, o público foi menor neste sábado, ainda assim conseguimos reunir um público superior a 30 pessoas.

Quando cheguei ao evento me sentei a mesa com o Jordão e sua esposa e fomos conversar coisas nerds, eu mostrando alguns livros e ele alguns projetos que está desenvolvendo, um trabalho de mestre.

Enquanto conversávamos, o Gabriel, sentado ao lado, ajudava o Misael e o Rafael a fazer as fichas para um one-shot do retroclone do D&D, Lamentations of the Flame Princess e meu olho fixou-se na oportunidade de jogar naquela mesa e não resisti e acabei arrastando o Jordão também pra lá.

No final, a mesa foi fechada com os seguintes jogadores: Misael (especialista humano), Rafael (elfo), Artur (guerreiro humano), Jordão (guerreiro) e Franciolli (mago).

Após traduzir o artigo Por que não rolamos nossos atributos, muitos comentários foram feitos e eu quis experimentar novamente a sensação de jogar um RPG no qual os atributos eram rolados, e eis que a oportunidade surgiu com o LotFP.

O sistema de determinação de atributos é rápida e simples, jogue 3d6 na ordem e o que der deu! Se o somatório de todos os seus modificadores for menor ou igual a zero, você poderá jogar todos os atributos novamente, mas nem pense em manter um valor e simplesmente jogar os demais.

Uma das coisas que mais me chamou atenção no sistema, é que não importa o valor do atributo que você tirou, se você quer ser um mago, você será.

As classes disponíveis para humanos são: clérigo, especialista [ladino] guerreiro e mago. Existem também as raças anã, elfo e halfling, que incorporam o conceito de raça e classe.

Bem, o Gabriel trouxe a aventura Tower of Stargazer, uma aventura muito bacana para 1º nível com um formato daqueles que eu não via há muito tempo, uma masmorra sem encontro em toda sala. Simplesmente fantástica. Abaixo uma sinopse dela.

A torre do astrônomo

As lendas falam sobre um mago, tão arrogante que achava que o céu inteiro era apenas uma lente para que ele pudesse contemplar as estrelas. Tamanha foi a insolência e provocação deste homem que os deuses o castigaram com o poder da tempestade e do fogo. O mago riu deste gesto patético. Ele não temia os deuses, pois ele havia adquirido seus conhecimentos de algo maior. Algo mais negro.

A lenda deste mago cresceu, primeiro pelos murmúrios de homens amedrontados, e depois apavorados. O mago, eles diziam, atacou os deuses da mesma forma que eles o atacaram. E seu regozijo apenas cresceu a medida que as terras ao redor dele morrerram.

Então, não houveram mais notícias. Sem mais conversas. Alguma coisa finalmente abateu o mago, pois embora o céu ainda o atacasse e a sua morada, ele não atacava de volta.

Agora, você está caminhando direto para a porta da frente da casa do mago.

A Torre do Astrônomo é um módulo introdutório especial com material específico para mestres iniciantes, com notas detalhando não apenas o que está incluso nesta aventura, mas o porquê.

Me senti, verdadeiramente voltando as raízes, lá em 1995 quando comecei a jogar First Quest e embora eu tenha um verdadeiro apreço e admiração pelo D&D 4ª Edição, não tenho perdido nenhuma oportunidade de experimentar e re-experimentar novos RPGs, comportamento que aconselho a qualquer mestre e jogador.

Parabéns a todos os jogadores que participaram desta aventura cheia de surpresas e boas sensações.

Parabéns ao Gabriel que tem sido o responsável por trazer alguns RPGs novos e muito interessantes aqui para Natal, participando dos eventos e sem dúvida nenhuma, fazendo a diferença.

No dia 13/11 tem o 13º Trampolim no Bob’s e estaremos lá, mais uma vez, para prestigiar o evento e quem sabe jogar algum RPG alternativo!

Até mais.

4 comentários

  1. Caramba! Você é mesmo rápido no teclado! Nem esfriou os dados já está postando comentários sobre o jogo! Massa mesmo! Gostei muito da participação do grupo. Não estava acostumado com o sistema e às vezes tinha que parar um pouco para ler os mapas e as notas sobre os livros de astronomia bizarra como o “Necropoli Centauri” e outras notas sobre os dispositivos macabros. De qualquer maneira deu para sentir o clima do cenário de “weird fantasy” (bastante inspirado em Lovecraft) e a maneira que o escritor James Raggi IV sugere a estruturação da aventura: dispositivos, armadilhas e situações que dependam mais da sagacidade dos jogadores para serem superados ou acionados, situações clímax que não são simplesmente resolvidas pela sorte, alta letalidade por desatenção a perigos evidentes e recopensas equivalentes por boas sacadas, improviso e uso do ambiente em favor do grupo.Gostei muito da atuação do grupo, achei que mais mortes aconteceriam. A única morte que aconteceu foi uma das mais divertidas e interessantes que já tive a oportunidade de presenciar e narrar. Se deu devido a intrincado dispositivo insólito dentro da torre – realmente um dos pontos altos do jogo.Essa experiência definitivamente consolidou minha idéia de iniciar uma campanha de Lamentations of the Flaming Princess. Obrigado ao corajoso e não menos curioso grupo: Franciolli, Misa, Jordão, Artur e Rafael! E também a fantástica organização e camaradagem do nosso amigo Tendson, que sempre tem batalhado bastante para as realizações do Trampolim da Aventura.

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  2. Parabéns pela reportagem do evento Franciolli. Sim, gostei imensamente do material de RPG apresentado por Gabriel, e que me alegrou em ver que ele trouxe isso para não só mostrar para o pessoal, mas como também jogar e ensinar para quem quisesse.Espero que outros RPGistas também façam o mesmo e venham com o intuito de divulgar, mostrar o novo e passar para frente esse universo rico em histórias, contos, e criatividade.Também fiquei super feliz com a mesa de jogo repleta de ótimos players, desde os jurássicos até os newbies.Também ressalto as outras mesas com o pessoal jogando vários boardgames, que são as raízes de todos esses jogos que temos. Resumindo, uma excelente tarde para se conhecer pessoas, ser desafiiado por um jogo inteligente e se divertir com seus acertos e erros.Parabéns a todos que fazem desses encontros algo agradável de se participar.

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  3. Mais detalhes sobre a aventura, deixarei para você dar.Algumas coisas que achei muito legais na aventura/sistema:1. Não existe bastões solares;2. As tochas são consumidas de forma bem rápida e são importantíssimas;3. Embora os atributos existam e estejam lá, principalmente no que diz respeito a Inteligência, o que vale é o que o jogador fala e faz, nada de limitações.4. Embora a narrativa NÃO seja compartilhada, mas acredito que isso vem do próprio conceito ao qual pertence esse RPG, a forma como as coisas são descritas nos remetem a níveis muito altos de detalhamento, algo que me faz repensar algumas coisas que são ditas sobre o D&D 4ª Edição por exemplo.Uma das coisas interessantes era ver o Artur, enrolando um francês na mesa para “simular” a sua inaptidão em outro idioma.Inclusive, gostaria de pedir desculpas a ele por ter (o meu mago) feito todos os procedimentos com o telescópio portal e tê-lo transportado para Necropoli Centauri, onde ele, ao chegar completamente deformado, foi devorado pelos habitantes locais.Grande abraço a todos mais uma vez e obrigado pela excelente experiência.Estou aguardando a ficha escaneada do meu personagem Piotr, homenagem ao meu pequeno Pedro Arthur.

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