Acelerando combates na 4ª edição

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Ôpa! Más não já tem vários artigos com esse nome? Tem sim, e acho que esse tema merecia até virar uma coluna, pois são tantas as sugestões que pipocam por aí. A dica desta vez vem do Dungeon Mastering. Confiram.

Dungeons & Dragons 4ª Edição apresentou muitas mudanças dramáticas, muitas das quais simplificaram vários aspectos do jogo. No entanto, o combate não foi um deles. Uma das maiores diferenças que os jogadores experimentam jogando a 4ª edição é a grande concentração durante os encontros de combate, o que faz deles mais demorados do que anteriormente, principalmente se os jogadores estiverem “desanimados” ou forem apenas muito lentos. Eu nunca fui muito fã de perder uma grande quantidade de tempo em um único encontro. Existem algumas opções que você pode fornecer, como mestre, aos jogadores para que o encontro não se torne uma sucessão de jogadas de dado e espera…

O sistema de poderes e perícias introduzidos na 4ª edição limitam muitas das possibilidades do que o personagem pode fazer e torna mais fácil para o jogador tomar uma decisão. O lado negativo são os freqüentes efeitos destas perícias e poderes – especialmente nos níveis mais elevados. Os cartões de poder são muito úteis e previnem que os jogadores estejam sempre consultando os livros, mas uma idéia ainda melhor é fazer um cartão de resumo.

Escreva os pontos mais importantes de cada poder que você tenha a sua disposição: ação requerida, alcance, ataque, defesa e qualquer efeito especial. Anote a jogada de ataque e de dano com todos os bônus de talentos e itens mágicos já incluídos. Por exemplo, se o seu mago de 6º nível com Inteligência 18 e o talento Raging Storm tem o poder de ataque sem limite Thunder Wave, sua ficha resumo poderia ser escrita desta forma:

  • Thunder Wave (Padrão)

    • Explosão contígua 3
    • + 8 vs Reflexos
    • 1d6 + 5 trovão e empurra 2 quadrados

Todas as informações necessárias estão lá sem que você tenha que lidar com bônus de ataques provenientes dos talentos, etc., e sem detalhes dos poderes.

Tente pensar no que fará antes de sua vez na iniciativa. Preste atenção ao que está acontecendo no campo de batalha, de forma que quando a sua vez chegar, você já estará pronto para agir. Pense nisso como uma batalha real. As pessoas não ficam paradas em dúvida esperando alguma coisa acontecer – elas agem.

Se o seu mestre estiver de acordo com isso, jogue o seu ataque e dano juntos e antecipadamente. Quando o seu turno chegar você apenas descreverá suas ações e dirá ao mestre quais os efeitos e o turno passará para o próximo jogador.

Como qualquer jogador de Dungeons & Dragons pode lhe dizer, a matemática representa uma parte importante de qualquer jogo. É natural que nem todos consigam manter uma lista imensa de números em suas cabeças de uma vez. Se você for como eu, que acha a matemática uma chatice é melhor usar uma calculadora para manter o controle de seus pontos de vida. Isso é especialmente útil nos níveis mais elevados, quando você precisa adicionar uma grande quantidade de bônus com poucos dados.

O combate na 4ª edição de Dungeons & Dragons deve ser rápido e intenso com o bater de espadas, magias ofuscantes e o rugido de monstros. Com essas dicas simples você pode manter o combate dinâmico e enxuto.

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Texto original: Speeding up combat in the 4th edition
Postado em: 20 de julho de 2010
Autor: Admin
Site: Dungeon Mastering

8 comentários

  1. Eu não acho que os poderes da 4E limitam as opções dos jogadores… pelo contrário, eu acho que até complementam.Porque: os PdJs podem fazer tudo o que podiam na 3.X + os poderes extras agora da 4E.E eu deixo meus jogadores fazerem o que der na telha, aliás, até parabenizo por ações diferentes e inteligentes fora do padrão. Se não existe regra pra tal ação, eu adapto.Eu também tenho um post sobre isso: “Combates Lentos – Dicas para Acelerar!”http://epickingdom.wordpress.com/2010/05/05/combates-lentos-dicas-para-acelerar/

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  2. Obrigado por comentar Edu.Eu também não concordo nessa limitação, inclusive acho que na 4ª edição, o sistema de perícias consegue ser mais genérico do que as especificidades dos sistemas anteriores (mas sem tirar o mérito deles) e os poderes podem ser usados de inúmeras formas, o problema é que, por ter um texto descritivo dizendo “como” o poder funciona, algumas pessoas imaginam imediatamente um engessamento.Sobre o seu post, muito bacana. Aguarde pelo post de amanhã e veja uma compilação interessante para tornar os combates mais rápidos e eu diria até mais emocionantes.

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  3. Sobre as as perícias: Eu considero essa simplificação , uma grande evolução na 4E.Sobre a descrição dos poderes: eu já conversei com meus jogadores e todos entenderam que uma ‘Rasteira Giratória’ também pode ser um golpe baixo que derruba o oponente, um ataque com um bastão nas pernas, um agarrar pernas e puxar com um chicote, etc… Tudo vai da criatividade e idéias que os jogadores imaginaram para seus PdJs…Ah! E eu também tenho um post sobre mais emoção nos combates: :Dhttp://epickingdom.wordpress.com/2010/06/22/combates-mais-emocionantes/

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  4. Concordo com as observações feitas pelo Edu Trevi. A participação dos jogadores realmente é fundamental na imaginação dos combates. Costumo deixar pra eles a descrição de seus golpes/poderes/magias e concedo premiações extras em XP. Afinal, a construção da história é coletiva e não apenas do mestre, não é companheiros? Valeu!

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  5. Realmente a dica é interessante, eu uso assim desde que comecei a mestrar os jogadores tem todas as suas fichas de poder separadas, cortadas e protegidas por sleeves (tipo os de card games, só que mais fraquinhos os bem baratinhos é 10 conto na moonshadows o cento) é claro que sempre tem o empecilho de um ou outro jogador não saber inglês o que é resolvido com as fichas editaveis do Tio Nitro e uns 10 minutos na frente do computador.

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  6. A cada nível eu faço a impressão de toda a ficha e entrego pros jogadores.Embora na mesa apenas duas pessoas falem inglês, e quatro não, temos usado o espaço para umas aulinhas também, de forma que aproveito a transdiciplinaridade do RPG na minha mesa.Pena que ainda não consegui fazer alguns jogadores ESCREVER e ainda mais, ESCREVER CORRETAMENTE.

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  7. KKKKKKKKK… Verdade, Franciolli!Fazer alguém escrever CORRETAMENTE é uma puta tarefa. Principalmente termos em inglês e muitas vezes acaba sobrando pro mestre (eu!) completar backgrounds, fichas e powercards.Mas, sinceramente, eu gosto de fazer isso no meu grupo. Dá uma certa uniformização e torna a mesa mais organizada.

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