Pulsos de cura = pontos de vida

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Eu comecei a ler, ou melhor, ler novamente o Ravenloft Cenário de Campanha e mais uma vez fiquei instigado a mestrar uma aventura ou mesmo campanha curta, quem sabe até uma campanha longa, neste cenário.

A Wizards vem liberando algum material sobre os Domínios do Medo, embora não tenha deixado claro, quero dizer, não tenham usado o nome Ravenloft nos produtos que eu já vi e se usaram, usaram e eu nem percebi. A verdade é que para alguns (talvez uma grande maioria), a forma como os pontos de vida são tratados na 4ª edição não combinam definitivamente com o clima pesado de Ravenloft e eis que me veio uma idéia, de forma que esse post não é bem um artigo, mas o levantamento de uma discussão que pode (ou não) render bons frutos.

Eu não tenho a manha do estrategista desenvolvedor, eu gosto de ventilar idéias e vê-las desenvolvendo-se nas mãos de mentes competentes.

Vamos a idéia então:

Logo no lançamento do D&D 4ª Edição, alguns fóruns criticaram o “erro” em usar/traduzir o termo “hit points” como pontos de vida, alguns fóruns internacionais colocaram que o termo ainda não fora ajustado a algo melhor, pois eles não são necessariamente “pontos de acerto”, pois o “acerto” não significa um golpe que atingiu o adversário. Por fim, o próprio sistema trata os pontos de vida como sendo uma medida da energia do personagem, que pode ser recuperada com o incentivo dos senhores da guerra, com a cura divina do clérigo, com a magia do bardo, etc. Então, por que não usar os pontos de vida como “energia de combate” e os pulsos de cura como “pontos de vida”?

A minha proposta, pode ser que alguém já tenha chegado na minha frente, mas eu não sei, contemplaria a seguinte situação:

  • Quando os personagens lutam, eles perdem energia de combate (pontos de vida), pois precisam desviar-se, aparar os golpes, etc., mas quando o combate chega num determinado nível (quando eles perdem todos os seus pontos de vida), eles passam a sangrar e a perder pulsos de cura (agora pontos de vida).
  • Os personagens perderiam um pulso de cura para cada quantidade de pontos de vida perdidos, que poderia ser baseado no modificador de Constituição do personagem ou na quantidade fixa que ele ganha por nível.

O sistema teria que ficar um pouco mais mortal (e por incrível que pareça ele já é mortal) para comportar melhor, ou adaptar-se melhor ao sistema de Ravenloft, mas somente para aumentar o fator psicológico.

E então? Alguém teria alguma sugestão de como desenvolver essa idéia? Comentem, vamos discutir um pouco essa idéia e sim, eu sei, se o sistema não se adequar ao que você quer, escolha outro, mas a idéia aqui é justamente NÃO escolher outro sistema, fazer apenas uma pequena modificação e conseguir um efeito positivo.

Não nos atenhamos aos efeitos dos poderes sobre a recuperação dos pontos de vida, vamos por partes (como diria Jack Sangrento), discutamos inicialmente apenas como seria possível esse sistema.

5 comentários

  1. Hey Franciolli tu lembra de Star Wars D20? Onde os pontos de vida eram um fator de emulação do combate e existiam os pontos de ferimentos, que só poderiam ser atingidos com um acerto critíco ou se todos os pontos de vida fossem acabados. Essa medida era feita através do valor de constituição do personagem, e foi o mais perto que D&D em geral chegou de ter realmente um interessante sistema de pontos de vida.Entendo porém que a mortalidade no sistema era bem alta (mesmo tendo-se alterado a regra dos danos dos criticos) afinal um critico com sabre de luz te manda para a PQP … ou não … de qualquer maneira esta seria uma boa idéia para se trabalhar partindo desse conceito, o que vai totalmente contra o preceito da 4E que quer descomplicar e desburocratizar o RPG.

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  2. Eu particularmente gosto muito do conceito de energia vital e energia heroica de tagmar. Sei que isso, com certeza complicaria mais as mecanicas do jogo. Mas vejo espaço por exemplo para um warlord curar melhor enquanto o PC não estiver “bloodied”, ou um Cleric só poder curar depois que o personagem estiver sangrando

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  3. Lembro sim Kalderash e quase usei este sistema em D&D 3.5, mas quando o livro saiu já estávamos finalizando a campanha, daí achei melhor não levar adiante.A idéia é que o combate fique realmente mais mortal para se jogar uma campanha em Ravenloft, onde o cenário pede por medidas mais drásticas para fazer com que os jogadores realmente sintam a atmosfera opressiva quando lidam com as criaturas sobrenaturais.Pensei também em usar o sistema Storytelling, mas por enquanto não quero ser chamado de herege.

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  4. Obrigado por comentar Felipe.Na minha idéia, as fontes de cura tratariam “danos” diferentes. Um warlord não “curaria” com seus clamores os ferimentos reais, mas sim a energia de combate.

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